Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA Justiça portuguesa responde de forma eficaz e célere nos crimes de sangue e nos golpes de pilha-galinhas, mas nos crimes de colarinho branco revela uma lentidão confrangedora.
Em novembro de 2014 José Sócrates foi detido e só amanhã é que é conhecida a decisão do juiz de instrução do processo.
No banco dos réus da Operação Marquês está a elite que levou Portugal ao mais humilhante resgate externo da nossa história democrática.
Há um eixo dominante do poder corrupto em Portugal que está em causa neste processo. A aliança tácita entre a cúpula do poder político, personificada em José Sócrates, senhor todo-poderoso de uma maioria absoluta de 2005 a 2009 e o banqueiro Ricardo Espírito Santo Salgado, que mereceu o epíteto do dono disto tudo na primeira década deste século, contribuiu para o empobrecimento do País.
Na decisão que amanhã será anunciada por Ivo Rosa também está em causa a forma como a Justiça lida com os crimes de colarinho branco e a corrupção, que enriquecem os corruptos, mas que obrigam os cidadãos a pagar um pesado tributo.
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