O ministro do Ambiente inaugurou a reabertura de uma estação de metro. Esteve fechada quatro anos, as obras derraparam, os lisboetas já se tinham esquecido que existia ali uma paragem. Regressou ontem à Linha Verde, primeiro dia de campanha. Coincidência? Não, conveniência.
Matos Fernandes classificou a sua presença como uma visita, mas, na verdade, o que se tratou foi de um ato de propaganda, maus hábitos que não se extinguem, o Governo a fazer campanha em eleições locais.
Mesmo considerando que as Autárquicas terão sempre uma leitura nacional - ver quem ganha mais câmaras, até onde vai o Chega e o Bloco de Esquerda, que acontece ao CDS, qual o destino do PCP e do PSD, quanto vale o PS -, este fogo de artifício cor-de-rosa não é bonito e pode ser, até, desmobilizador e desmotivador da participação popular no ato eleitoral.
Para propaganda já bastava o ribombar da bazuca, os milhões que vão chover consoante a cor do município, ou a história dos escalões do IRS, que chegou sem texto, só veio o título, impedindo qualquer leitura para criar expectativas.
O palco das Autárquicas é para os candidatos às câmaras e freguesias. O voto depende das suas ideias e projetos, não de empurrões.
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