Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoAntónio José Seguro começou o seu magistério com um verdadeiro discurso de Estadista. No mundo perigoso em que vivemos, foi um discurso de serenidade, esperança, mas com exigência de compromisso e de maturidade democrática aos partidos. Face ao seu antecessor marcou uma grande diferença: o fim do frenesim. Os ciclos eleitorais são para cumprir, mas não se esqueceu de traçar linhas vermelhas: a "solidez das instituições" e preservação do "sistema de valores".
A exigência de compromissos é importante, não se resolvem questões fundamentais, da resposta na saúde, à lentidão da justiça e até ao problema da habitação, com ziguezagues e medidas avulsas. É preciso acordos entre os principais partidos sobre os modelos a seguir, com exigência sobre os resultados e cumprimento de metas, independentemente de quem esteja de turno no governo.
Depois de várias eleições, "abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições", onde será possível encontrar equilíbrios.
O Presidente eleito com o recorde histórico de votos da democracia portuguesa não é adepto de intrigas e mostra ser um homem que quer "promover o diálogo". Reafirmou que a rejeição do Orçamento do Estado não implica a queda do parlamento. Num mundo cada vez mais instável, em Belém haverá serenidade. Oxalá não abdique da exigência que prometeu no primeiro discurso.
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