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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Discurso de estadista

10 de março de 2026 às 00:31

António José Seguro começou o seu magistério com um verdadeiro discurso de Estadista. No mundo perigoso em que vivemos,  foi um discurso de serenidade, esperança, mas com exigência de compromisso e de maturidade democrática aos partidos. Face ao seu antecessor marcou uma grande diferença: o fim do frenesim. Os ciclos eleitorais são para cumprir, mas não se esqueceu de traçar linhas vermelhas: a "solidez das instituições" e preservação do "sistema de valores". 

A exigência de compromissos é importante, não se resolvem questões fundamentais, da resposta na saúde,  à lentidão da justiça e até ao problema da habitação, com ziguezagues e medidas avulsas. É preciso acordos entre os principais partidos sobre os modelos a seguir, com exigência sobre os resultados e cumprimento de metas, independentemente de quem esteja de turno no governo.  

Depois de várias eleições, "abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições", onde será possível encontrar equilíbrios.

O Presidente eleito com o recorde histórico de votos da democracia portuguesa não é adepto de intrigas e mostra ser um homem que quer "promover o diálogo". Reafirmou que a rejeição do Orçamento do Estado  não implica a queda do parlamento.  Num mundo cada vez mais instável, em Belém haverá serenidade. Oxalá não abdique da exigência que prometeu no primeiro discurso.    

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