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Eduardo Dâmaso

Eduardo Dâmaso

Jornalista

A esquadra dos horrores

06 de maio de 2026 às 00:31

A esquadra da PSP no Rato, em Lisboa, a poucos quilómetros do Parlamento, era uma sala de horrores. Preservando a presunção de inocência, não precisamos da verdade judicial para apreciar o que ali se passou. Os processos, os métodos, os crimes, a tortura, o sadismo, contra vítimas frágeis e indefesas mostram um caso de violência estrutural e sistémica na cabeça dos polícias envolvidos. Não receberam formação em valores essenciais, como o respeito pela dignidade da pessoa humana, direitos humanos, obediência estrita à lei em matéria de garantias de defesa.

Ninguém lhes terá dito que a PSP é uma polícia de um país democrático, que se rege por uma Constituição humanista e por uma lei que obriga a aplicar o monopólio estatal de violência em função de princípios básicos de um Estado de direito, como a necessidade, proporcionalidade e adequação. Tão mal como os polícias envolvidos, esteve o líder do Chega, incapaz de se distanciar de atos de violência repugnante, relativizando os crimes ao criticar o ministro Luís Neves por falar de expulsões. O ministro, diga-se, e o diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, têm feito a pedagogia correta mas, sobretudo, têm mostrado claramente que não pactuam com selvajarias como as descritas naquela esquadra. Coisa que parece óbvia mas não é assim tão clara em espíritos como os de Ventura.

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