Se recuarmos no tempo, quase só há memória do Haiti em sanguinárias lutas políticas ou terramotos devastadores com a morte como denominador comum. Muitos ainda se lembrarão do ditador ‘Papa Doc’ e do filho, Duvalier, que o sucedeu em 1971 e perpetuou uma milícia particular. Ou, já no ano 2000, da ‘Chimeres’, o exército privado de Jean-Bertrand Aristide. Quem já pisou a Cité Soleil, um bairro de lata em Port-au-Prince, onde quase meio milhão de pessoas são subjugadas aos gangs que disputam o acesso a um dos principais portos da cidade, experienciou uma das zonas mais pobres e violentas do Mundo. As Nações Unidas estimam que só na capital do país caribenho, que partilha fronteira com a turística República Dominicana, operem 200 gangs responsáveis por tráfico de drogas e armas, sequestro ou violência sexual.
O Haiti passou de um país com liderança proscrita a território controlado por duas coligações criminosas - com destaque para a de Jimmy ‘Barbecue’ -, mais bem equipadas que a maltrapilha polícia haitiana e essa é uma responsabilidade coletiva.
Da ONU, cuja missão de paz no território falhou nos últimos anos, e dos Estados vizinhos, que só agora perceberam o estado de caos a que chegou o Haiti.
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