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Eduardo Dâmaso

Eduardo Dâmaso

Jornalista

A Justiça e os tudólogos

02 de março de 2024 às 00:31

O congresso do Ministério Público, a decorrer em Ponta Delgada, fica marcado por dois momentos importantes no sistema de Justiça. A procuradora-geral da República, Lucília Gago, fez um discurso que recebeu um forte apoio dos magistrados presentes, quebrando um ciclo de alguma indiferença e reafirmando um espírito de união. Não menos importante, o diretor nacional da PJ, Luís Neves, esteve presente e, apesar de não estar prevista uma intervenção sua, fez questão de falar e de deixar claro que as duas instituições estão juntas e solidárias. Luís Neves afastou os fantasmas da falta de cooperação e, durante um excelente debate, com o procurador José Ranito e a inspetora da PJ Micaela Branco, ambos intervenientes na investigação ao BES, sublinhou o reforço de meios da PJ, exortando o MP a utilizá-los em benefício do “cliente comum”, o País, os portugueses, a administração de uma Justiça célere, independente e eficaz. Na verdade, Lucília Gago e Luís Neves, de forma e com estilos diferentes, disseram que o debate sobre a Justiça, o trabalho de polícias e magistrados não pode ficar entregue a tudólogos, como sublinhou o diretor nacional da PJ, que campeiam nas televisões de cabo. Os dois foram fortemente aplaudidos por uma plateia, que olha para os seus próprios problemas, mas está cansada de ser o bombo da festa nas polémicas sobre o estado da Justiça.

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