Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoPor causa de a ministra da Cultura ter demitido a presidente do CCB, levantou-se uma grande polémica política que começou no seio dos lobbies culturais. O burburinho foi alavancado por uma associação da qual o marido da demitida é dirigente. E o PS veio em força defender a qualidade das suas escolhas. Ainda ontem, no ‘Público’, Pedro Adão e Silva, ex-ministro, recusava as acusações de compadrio e dizia que eram cortinas de fumo.
Até pode ter razão sobre as cortinas de fumo, porque no pobre meio cultural português, que precisa mais do dinheiro público do que Camões da tença que o Paço demorava a pagar-lhe, os compadrios serão difíceis de erradicar. Basicamente é tudo uma questão de capelas e capelinhas e de quem está mais perto do poder instalado.
Mas nesta polémica os socialistas estão com um discurso redutor. Ao negar as cunhas no CCB e os compadrios estão a branquear um prática frequente, quer no Estado quer nos grandes teatros municipais e outras instituições públicas.
Alexandre O’Neill, poeta que nasceu faz hoje 100 anos, continua bem atual. E esta polémica lembra os versos “ó Portugal, se fosses só três sílabas/de plástico, que era mais barato!”
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