Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoLuís Montenegro fechou o congresso do PSD com forte arsenal político. As medidas relativas à segurança são importantes e apropriam-se de algumas bandeiras do Chega, assim como a revisão do programa da disciplina Cidadania, um tema caro aos setores mais conservadores. Mas a medida com mais impacto económico é a da reabilitação urbana na Área Metropoli- tana de Lisboa.
Há anos que em Almada se fala de uma nova cidade nos terrenos da antiga Lisnave, houve alguém que até lhe chamou a ‘Manhattan de Cacilhas’. Também o Barreiro e o Seixal têm um grande potencial e podem resolver parte do défice de habitação da Área Metropolitana de Lisboa. Há demasiado tempo que os grandes projetos de reabilitação deste arco ribeirinho da Margem Sul do Tejo se arrastam nos corredores do poder.
Os terrenos do aeroporto demorarão muitos anos a ficar disponíveis, mas na Margem Norte do Tejo, de Pedrouços à foz do Jamor, há uma área valiosa. Estes projetos são uma grande notícia para as construtoras, bancos, grandes sociedades de advogados, mas também podem impulsionar a economia e resolver alguns problemas de habitação. Porém, tem de haver oferta para a classe média e os jovens que agora não conseguem comprar casa. As novas ‘Polis’ não devem ser só cidades dos prodígios para a especulação imobiliária.
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