Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoÉ cedo para falar do impacto das acusações de assédio sexual contra Cotrim por parte de uma jovem ex-assessora, que agora trabalha para o governo. Mas o antigo líder da Iniciativa Liberal pode ter sido vítima do complexo de Ícaro, voou tanto e aproximou-se demasiado perto do sol. Não vou comentar o caso em concreto, as acusações são graves e todos os tipos de assédio merecem condenação. No entanto e tendo os alegados factos acontecido há algum tempo é caso para duvidar sobre se as alegações teriam vindo à praça pública se Cotrim tivesse continuado tranquilamente com o salário e todas as mordomias de eurodeputado , em vez de entrar na campanha para Belém e se ter tornado um forte candidato a passar à segunda volta. Quando as expetativas da candidatura do antigo líder da Iniciativa Liberal andavam perto da votação do seu partido não surgiu ninguém a contar histórias do passado de 'D. Juan'. Desde sempre as campanhas sujas fazem parte da luta política e quem avança numa corrida tão importante tem de estar preparado para tudo. Agora resta saber como o eleitorado que estava disposto a votar Cotrim avalia o escândalo. É certo que alguns notáveis serão mais cuidados no endosso à candidatura, mas ainda há tantos eleitores indecisos, que só domingo saberemos se o caso terá alguma consequência nas eleições.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Com aliados destes, EUA e Israel, quem precisa de inimigos?
A guerra já está a ter um duro impacto na nossa carteira com inflação e juros mais altos.
Trump já terá percebido que esta guerra não se ganha com bombas.
Face ao seu antecessor marcou uma grande diferença: o fim do frenesim.
Trump é uma grotesca representação da mentira e do fanatismo.
Montenegro não preza a transparência e o escrutínio dos atos políticos.