No meio da burlesca eleição de Putin, um grito de esperança. Milhares de eleitores russos emigrados aderiram ao protesto pedido por Navalny, transmitido e personificado em todo o Mundo pela sua mulher, Yulia, acorrendo às urnas ao meio-dia. Com um gesto simples, os cidadãos transformaram a farsa num significativo protesto contra o regime e o ditador, que reprime e mata dentro e fora das suas fronteiras. Ontem ficou, mais uma vez, demonstrado que Navalny perdurará como força motriz de um movimento que desmascara um poder criminoso. Um poder que mistura o mais puro ‘gangsterismo’ de Estado, como descreve Catherine Belton, no seu livro ‘Os Homens de Putin’, com o nazismo e o estalinismo, como meios de extermínio, que é o que está a acontecer na Ucrânia. Putin esmagará todas as extraordinárias manifestações de coragem da oposição. Jamais sairá do poder sem ser empurrado ou morto. Enquanto tiver os militares do seu lado, a farsa continuará. Mas Putin não é eterno e não é dono da consciência nem da palavra de milhares de russos. É isso que os manifestantes de ontem, dentro e fora da Rússia, lhe dizem. E que não desistem de ser eles próprios, pelas gerações necessárias, o futuro da Rússia.
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