Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoSe morresse uma pessoa em Portugal por falta do socorro da rede de emergência pública já seria muito grave. Mas quando a conta em poucos dias sobe para a casa da dezena já deveria ter caído o Carmo e a Trindade. A anomia com que a sociedade e os responsáveis políticos olham para este desastre do INEM é motivo de preocupação. Porque o que se está a passar é demasiado grave para a forma suave e quase acrítica como estamos a assistir a esta tragédia humana.
A direção do INEM e o Ministério da Saúde têm responsabilidade direta na tragédia. Foram negligentes. Deveriam saber que os funcionários estavam mesmo zangados e iriam aderir à greve , por isso a opção era ter definido serviços mínimos. Desculpem o pleonasmo, mas era mesmo o mínimo que deveriam fazer, para garantir que nenhum cidadão que necessitasse de socorro de emergência fosse deixado à sua sorte, sem auxílio. Algumas destas vítimas poderiam morrer mesmo se o socorro tivesse chegado a tempo, é a lei natural da vida, mas outras poderiam ter sido salvas.
Portugal não pode correr o risco de se tornar num Estado falhado. Pagamos demasiados impostos diretos e indiretos, taxas e taxinhas. Merecemos um serviço digno e eficiente. Com responsabilidade de quem dirige e tutela. Porque os mortos que não salvámos continuam a exigir respostas sobre a culpa da tragédia.
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