page view
Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

E se fosse em Portugal?

02 de julho de 2026 às 00:31

As imagens que nos chegam do terramoto do Diabo onde Deus faz milagres, devem fazer-nos refletir sobre como preparar-nos para eventos daquela dimensão.

É difícil imaginar um grau de inoperância tão grande do Estado. Parece que acordaram em Marte, sem a menor ideia do que fazer. Veem-se voluntários a ajudar e os soldados a olhar e a atrapalhar; veem-se bandos de saqueadores; polícias detidos por roubar dinheiro; vê-se gente a dormir na rua, dias após a catástrofe; veem-se corpos sem vida espalhados por toda a parte; ouvem-se famílias a queixarem-se de lhes estarem a ser cobrados 450 dólares por cadáver! Vale a ajuda internacional e o espírito de solidariedade do povo venezuelano.

Em Portugal seria diferente, mas o comboio de tempestades do início do ano, que está a anos-luz do que aconteceu na Venezuela, revela que os trabalhos de casa estão longe de concluídos. A eletricidade demorou imenso a ser reposta em todos os locais afetados; as comunicações idem aspas; o apoio às vítimas chega a conta gotas, quando chega; constatou-se que nem sequer há um fundo de catástrofes.

Das muitas opiniões que fomos ouvindo, houve uma que deveria ser suficiente para fazer soar os alarmes. Perguntou o entrevistador: e se um sismo como este ocorresse no nosso País? Ao que o entrevistado respondeu: a questão não é “se fosse”, porque vai ser. Só não sabemos é quando.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

E se fosse em Portugal?

O sismo da Venezuela deve servir de lição. Não estamos livres de uma tragédia daquelas, só não sabemos quando.

Ricos e pobres

É positivo haver mais milionários, mas o fosso entre ricos e pobres está a aumentar.

O erro socialista

Ser muleta do PSD, como aconteceu com a PSU, terá elevados custos eleitorais.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8