A Europa é o maior projeto de paz e desenvolvimento depois da queda do Império Romano. Na profundidade da história, vivemos quase sempre mergulhados em guerras. Mas no século XX, depois da tragédia das tragédias, encontrou na reconstrução o espaço natural para edificar, em democracia, instituições e políticas de coesão, que mitigassem os nacionalismos. Mais de 70 anos depois, o resultado é extraordinário. A Europa levou prosperidade e paz ao Leste e Oeste, ao Sul e ao Norte. Para Portugal, foi sempre o único caminho, aberto pelo 25 de Abril e reforçado pela vocação atlântica e universalista da nossa história. No início de mais uma campanha, espera-se que os partidos saibam explicar aos eleitores que ideias têm sobre a Europa social, do trabalho, da igualdade, de uma distribuição de rendimento mais justa, de uma defesa e segurança comuns. Sim, a guerra na Ucrânia e o problema da imigração são hoje dois garrotes letais, mas uma Europa que não discuta a sua própria democracia, políticas sociais, económicas e laborais, que não evite o bloqueamento das suas instituições pela extrema-direita, nunca conseguirá desatar aqueles dois nó górdios. O resto é mesmo e só mercearia caseira.
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