Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoMuitos portugueses já nem sequer sabem qual o motivo por que hoje é feriado, mas a Restauração da Independência é dos dias mais decisivos para a existência atual de Portugal como Estado soberano e como nação distinta nesta Península Ibérica, onde Castela sempre teve uma tentação hegemónica. Portugal está com 900 anos de história e tem as fronteiras mais antigas da Europa, um feito notável, porque nos momentos mais críticos houve um povo que prezou a sua Independência. Foi assim na crise de 1383-1385, quando o povo de Lisboa iniciou uma revolta contra a sucessão dinástica que entregaria o País a uma coroa estrangeira.
Lisboa resistiu ao cerco e em agosto de 1385 Portugal liberta-se desse assédio na Batalha de Aljubarrota. Mas essa dinastia da ínclita geração, da expansão ultramarina, acabou por causa de uma aventura desmedida de um rei pouco avisado e o País sofreu uma pesada derrota em Alcácer Quibir, acabando pouco depois nas mãos de Filipe II de Castela, que terá dito que o Reino de Portugal era dele porque o ‘herdou, comprou e conquistou’. Portugal e Espanha são hoje parceiros na UE e na NATO e é inevitável um elevado nível de interdependência económica, mas é importante salvaguardar sempre a soberania do País e é importante defender Portugal e saber que os interesses estratégicos nacionais não se podem definir nem em Madrid, nem em Bruxelas, Frankfurt ou qualquer outro sítio fora de Portugal.
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