Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoSobe o número de vítimas mortais dos fogos, um flagelo que todos os verões aflige particularmente as regiões do interior. Está a a ser um ano brutal. A desertificação do interior que nos últimos 60 anos levou a uma redução de mais de 80% da população residente nas aldeias modificou profundamente a paisagem. A agricultura de subsistência transformava terrenos de solos pobres eram autênticos jardins. A pastorícia abundante impedia o crescimento sem regras da vegetação Havia pouco para arder e quando havia fogos, as descontinuidades impediam a sua propagação. Mas entretanto os pequenos agricultores foram abandonando a atividade, nas serras já quase não há pastores e o mato cresce desordenado, sem retorno económico.
O fogo de Arganil passou o distrito de Coimbra e já devorou parte do que restava da floresta de Seia, da Covilhã, Fundão e Castelo Branco. A forma como evoluiu revela incompetência no comando. Mas há culpa política nestas tragédias. Desde os desastres de 2017 muito se prometeu e muito pouco se fez. Nem cabras sapadoras, nem nenhum investimento sério para a prevenção. É certo que tem havido reforço no combate e muito mais dinheiro para meios aéreos. Muitos milhões de euros que tornam lucrativa para alguns, a indigência com que o País abandona parte importante do seu território.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Ventura é um perigo para a democracia que o PSD agora abraça.
A humanidade evoluiu, mas há quem nunca tenha saído da Idade do Gelo.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), porém, raramente foi um documento fiável.
O seu melhor trunfo é trabalhar muito bem com os operacionais.
Donald Trump dá sinais de desorientação e não há nada pior que um homem perdido de arma na mão.
O PS vive um desafio de liderança e, sobretudo, de existência.