Alguns dos contributos mais relevantes para fazer algumas mudanças no Ministério Público têm sido dados por Maria José Morgado, Euclides Dâmaso, Rui Cardoso, Rui Pereira ou António Cluny. Outros terão produzido boas sugestões, mas os artigos publicados, nos últimos tempos, por estas personalidades têm colocado importantes questões, nos domínios da hierarquia, investigação criminal e gestão dos processos pelo MP.
Contributos construtivos, de quem tem pergaminhos, tanto na investigação criminal como no pensamento sobre a instituição e o sistema de Justiça. Deveriam ser lidos e ouvidos dentro da instituição, a todos os níveis, porque levantam questões sérias, que escapam à lógica classista e panfletária dos produtores de manifestos. Questões que obrigam a repensar métodos de trabalho, de avaliação da prova, de organização, que impediriam erros como o que marca o caso ‘Influencer’, onde se partiu para uma investigação sem que ela fosse servida por verdadeiros investigadores. Três procuradores, por muitos méritos que tenham, não fazem uma investigação. Como se percebe pelas escutas conhecidas nos últimos dias, em que se vê mais política do que crime. Sem uma explicação plausível, teme-se o pior. Num momento de maior delicadeza para o MP, que, repito, não deve ser implodido, mas aperfeiçoado, alguém lá dentro deveria perceber o que está em causa.
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