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Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

Mensagens desencontradas

26 de dezembro de 2023 às 00:32

Não há razão para o País político nos desinquietar com mensagens de Natal que nada têm a ver com a quadra festiva. Do ponto de vista católico não faz sentido nenhum nem têm interesse nenhum e é este o único ponto que interessa. Só há Natal porque há dois mil anos nasceu Jesus Cristo. Ninguém é obrigado a acreditar, cada um tem a sua fé ou não tem fé nenhuma, mas não vale a pena querer transformar o Nascimento numa coisa que não é, por mais luzinhas que se acendam e prendas que se desembrulhem. Uma febre consumista que ofende o espírito natalício e subverte completamente o seu significado. As mensagem políticas que ouvimos por estes dias e que encerraram ontem, graças a Deus, com o ainda primeiro-ministro, António Costa, a falar de um Portugal desconhecido, pelo menos para uma larga maioria dos portugueses, são, por isso, exercícios perfeitamente dispensáveis, mesmo considerando estarmos em plena época eleitoral. Mais não foram do que tempos de antena, onde a referência a Jesus Cristo, a única razão de ser do Natal, não há outra, não existiu. É o mesmo que assistir a um jogo de futebol sem bola. Houve até um líder partidário que surgiu de mãos nos bolsos, como se fôssemos todos um grupo de amigos que se juntou na Consoada para beber uns copos. Fica o desejo e a esperança para que, em 2024, nos poupem a estes momentos desencontrados no tempo.

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