Um minucioso trabalho jornalístico do diário espanhol El Pais, com base nos dados da ACLED, organização que recolhe, classifica e analisa dados em tempo real sobre conflitos em várias zonas do globo, prova que Israel atacou mais o Líbano do que o Irão no mais recente conflito cujo alvo principal seria Teerão. Desde que a coligação de Israel e dos EUA bombardeou o Irão, a 28 de fevereiro, até ao cessar-fogo titubeante declaradomeste mês, os israelitas realizaram dois mil ataques contra posições do Líbano e mil e novecentos visando posições iranianas. A brutalidade destes números ganha ainda mais força quando observamos, como bem recorda o estudo, que o Irão é um país 150 vezes maior que o Líbano.
Esta ofensiva, que terá destruído mais de dois mil edifícios no Líbano, com especial incidência no sul, onde o método ‘terraplanagem de Gaza’ está a ser perigosamente ensaiado, parece agora ter um objetivo claro. A chamada linha azul, ‘fronteira’ entre Israel e o Líbano, imposta pela ONU em 2000, não existe mais. Os israelitas atiraram os libaneses para norte do rio Litani e agora – tal como em Gaza – fixaram uma linha amarela para o que dizem ser uma zona de segurança contra o Hezbollah. Que é, na prática, a nova fronteira entre os dois países com Israel a tentar, novamente, conquistar território ao vizinho.
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Israelitas pretenderam, na prática, ganhar território ao vizinho.
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