Marcelo começou o mandato presidencial mais importante da história da nossa democracia. Nos próximos cinco anos, vamos ter autárquicas, europeias e legislativas. Vamos ter de vencer, em definitivo, um vírus mortal que também mata o ânimo dos que ficam. E vamos ter de superar uma terrível crise económica e social, que veio aumentar a pobreza e o fosso entre pobres, remediados e ricos.
Este é mais do que um verdadeiro ano zero do ciclo presidencial de Marcelo. É um ano zero de nós todos. O que os políticos e a sociedade, nas suas diversas formas de organização, fizerem, definirá o País que seremos nos próximos vinte anos. O que será decisivo para os nossos filhos e netos. Marcelo tem razão quando diz que não basta regressar ao nível de vida que tínhamos em 2019. Mas deixará de ter se a sua ação ficar por esta proclamação de circunstância.
Se pactuar com a falta de transparência na gestão da bazuca. Se relativizar ou limitar a fiscalização do Governo nesta e noutras matérias. Se for conivente com o imenso pântano que está aí, aos olhos de todos, a instalar-se na justiça, em particular com o aprisionamento do Ministério Público pelo poder implacável da omissão e inércia, da subserviência e da mediocridade. Vamos ver.n
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