Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoAntónio Costa insiste em manter João Galamba, mas o ministro já morreu politicamente. Se havia dúvidas quanto à certidão de óbito, ela foi passada em três sessões da comissão parlamentar de inquérito que começou por causa do escândalo da TAP, mas que agora se centrou nas galambices que aconteceram no Ministério das Infraestruturas. Frederico Pinheiro, a chefe de gabinete do ministro e o próprio Galamba contribuíram para o mesmo desfecho fatal.
João Galamba tem um perfil político-psiquiátrico semelhante ao de Sócrates. Ao despedir por telefone o adjunto iniciou um processo com consequências graves e cenas trágico-cómicas , como o sequestro do ex-colega por elementos do gabinete capitaneado por Eugénia Correia. A narrativa criada pelo Governo do ataque desvairado do ex-adjunto, com 5 funcionárias refugiadas na casa de banho, parece muito parcial. Qualquer ser humano tentaria impedir o roubo de uma mochila tentado por três ou quatro mulheres.
Mas mesmo que o adjunto demitido fosse um criminoso, não podia ser vítima da pressão do SIS pela calada da noite. A ação dos serviços secretos é um atentado contra o Estado de direito, um episódio negro que lembra a PIDE. Como a canção de Zeca Afonso nos lembra, a polícia política da ditadura era useira e vezeira em atuar pela calada da noite :"Era de noite e levaram quem nesta cama dormia". Pensávamos que isso jamais poderia voltar a acontecer neste País.
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