O ministro João Cravinho tem sido desmentido pelos factos que vamos conhecendo sobre os vários casos que envolvem a sua passagem pela Defesa. Se não quisermos ir muito longe, basta atentar na escassa transparência de métodos e gestão no ministério e das empresas militares, durante o seu mandato, centrada na excessiva amplitude de atuação do diretor-geral Alberto Coelho.Agravado pelas relações contratuais espúrias, é o mínimo que se pode dizer, com Capitão Ferreira. Sem chegarmos à discussão de eventuais ilicitudes, o ministro Cravinho era, pelo menos, um anjinho, como diz o povo. Afinal, num ministério tão sensível, ter um ministro tão ingénuo, tão desligado do que fazem as pessoas sob a sua tutela, é o mesmo que optar por um regime inaceitável de completa desresponsabilização política. Mas se quisermos ir mais longe, também é possível. Numa investigação a factos ocorridos entre 2018 e 2021, durante o consolado de Cravinho, com 19 arguidos, é praticamente impossível não colocar em cima da mesa o cenário de uma demissão do ministro, agora nos Negócios Estrangeiros. Num caso desta dimensão, diz a experiência, é quase impossível conter a espiral de responsabilização política e criminal.
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