Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoMarcelo Rebelo de Sousa celebrou os 75 anos no momento em que atravessa o ponto mais crítico do seu magistério. Porventura, se tivesse assumido logo, no início do escândalo, a cunha no caso das gémeas com a desculpa da boa fé de salvar duas crianças, talvez tivesse evitado o dano de imagem que tem sofrido. Mas no momento em que o governo está em gestão e a Assembleia da República está à beira da dissolução, importa salvaguardar a imagem do Presidente da República, de modo a garantir o regular funcionamento das instituições.
Na entrevista televisiva de segunda-feira António Costa chegou a usar um tom desafiante para com o Presidente. Considerou a decisão de interromper a legislatura um erro do chefe de Estado e apesar de ter dito que não quer ver as eleições antecipadas como um "plebiscito ao Presidente", avisou que "somos julgados pelas nossas decisões".
Há alguma tentação no PS de atacar a justiça e o Presidente. Pedro Nuno Santos também já criticou as escutas ao longo de quatro anos a Galamba. O ex-ministro foi escutado com supervisão judicial . Comentários destes podem ser vistos como condicionamento de uma regra sagrada, a separação de poderes. A soberba é má conselheira e na política pode ser fatal.
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