O que falta saber de Fátima? Que segredos não foram ainda revelados? Foi à procura de respostas que me desloquei, em tempos, ao santuário da Cova da Iria ao encontro do maior estudioso do fenómeno das Aparições. Afável, o padre Luciano Cristino conduziu-me ao seu local de trabalho. Ao longo de uma estante, com vários andares e prateleiras, encontravam-se ‘caixas de sapatos’, impecavelmente alinhadas – nunca terão tido essa função, mas o formato era o mesmo -, no interior das quais estava depositada toda a documentação do que aconteceu em 1917. Provas, por exemplo, de que a quarta aparição não ocorreu em dia 13 nem na Cova da Iria, mas a 19 de agosto e nos Valinhos, em virtude dos pastorinhos terem sido detidos para interrogatório; e que do acontecimento mais extraordinário daquele período, o ‘milagre do sol’, presenciado por dezenas de milhares de pessoas, havia apenas, em termos de imagem, um pequeno conjunto de fotos, de Judah Ruah, que captavam os peregrinos, mas nenhuma o fenómeno em si. Se havia algo mais, naquelas caixinhas, que nunca foi revelado, não sei. Mas não fiquei 100% convencido. O que é inegável, é que o trabalho do padre Cristino na recolha deste imenso acerco, ao longo de décadas, foi fundamental para o reconhecimento das Aparições e imprescindível para tornar a Cova da Iria no Vaticano dos santuários marianos. A morte do sacerdote, sexta-feira, aos 87 anos, deixa um vazio difícil de preencher.
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A morte do maior estudioso do fenómeno das aparições deixa um vazio difícil de preencher.
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