O Código Penal português não contempla penas compatíveis para crimes brutais, como aquele que roubou a vida à pequena Jéssica. Foi um ato selvagem, propositado, que provocou a máxima dor na criança. Partiu em agonia, embrulhada numa manta, abandonada no sofá da sala. Mesmo aqueles que lidam diariamente com a morte, como o médico-legista responsável pela autópsia da criança e a inspetora da Polícia Judiciária que investigou a barbárie, são unânimes em admitir que nunca viram nada igual.
No testemunho arrepiante do perito ouviram-se frases como "parece que andaram a jogar à bola com a cabeça da criança", "aqueles olhos também andaram para a frente e para trás".
O Ministério Público acusou os suspeitos de homicídio qualificado e estou certo de que o tribunal coletivo, presidido por Pedro Godinho, não terá contemplações e aplicará a pena máxima aos culpados.
Mas serão 25 anos suficientes para condenar quem matou da forma que o fez? Não são. Nem de perto nem de longe.
Este é um caso típico de prisão perpétua e, eventualmente, sem direito à liberdade condicional. Os assassinos desta criança não são dignos de viver em sociedade. Não têm perdão. Voltarem à liberdade é ofender a memória de Jéssica.
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