Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar confirmou que os trabalhadores do INEM receberam um email, a três minutos do último turno, em que eram convocados para o cumprimento de serviços mínimos em dia de greve da Função Pública. Ou seja, só três minutos antes é que alguém com responsabilidades percebeu o que estava em causa neste protesto. Tarde demais.
O País falhou no socorro aos cidadãos e algumas pessoas morreram. É um falhanço do Estado e um crime de negligência do Ministério da Saúde e dos responsáveis do INEM. Porque quando tudo falha, a emergência médica nunca pode falhar, pela simples razão de haver vidas em jogo.
Este é dos episódios mais tristes da história da nossa democracia. E um sinal de que Portugal corre o risco de se tornar um Estado falhado.
A ministra da Saúde disse que dedica mais de 70% do tempo a resolver os problemas do INEM. Ana Paula Martins assumiu a tutela do instituto, até agora da responsabilidade da secretária de Estado da Gestão da Saúde, mas esta manobra política só pode significar que durante sete meses o INEM foi negligenciado pelo Governo. Neste Executivo, o líder parece claramente mais sólido do que a equipa governativa, mas como ensinam os velhos eletricistas, a qualidade de um sistema afere-se pelos elementos mais fracos. E neste Governo há ministros muito frágeis, técnica e politicamente.
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