Chega considera excedente positivo mas exige medidas para aliviar aumento dos preços

Portugal fechou 2025 com um excedente orçamental de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da estimativa de 0,3% do Governo.

26 de março de 2026 às 17:22
André Ventura Foto: João Cortesão
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O presidente do Chega considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.

"É bom quando o país regista contas positivas. O que é negativo é que isto está a ser feito à custa de mais pobreza e de mais sofrimento das pessoas", sustentou André ventura, numa declaração na Assembleia da República, .

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O líder do Chega considerou que "o Governo não tem feito o suficiente para aliviar a dor, o sofrimento que as pessoas estão a ter neste momento, fruto da situação do Médio Oriente e da inflação, em relação ao seu nível de vida", voltando a defender a isenção de IVA para os bens essenciais.

"Não podemos continuar a ver Espanha a descer o IVA 10% nos combustíveis, Itália a descer o IVA nos combustíveis, a Grécia a descer o IVA nos combustíveis, e nós continuarmos a ter este monstro fiscal sobre os combustíveis em Portugal, quando as pessoas não têm dinheiro para abastecer os seus carros", defendeu.

"Espero conseguir, nas próximas semanas, inverter esta teimosia do primeiro-ministro em não fazer esta baixa de impostos sobre bens essenciais alimentares, que estão caríssimos, e sobre a gasolina e o gasóleo, para que o Estado não esteja a lucrar com a guerra", afirmou.

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Portugal fechou 2025 com um excedente orçamental de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da estimativa de 0,3% do Governo, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"O saldo do setor das Administrações Públicas (AP) manteve-se positivo, fixando-se em 0,7% do PIB no ano terminado no 4.º trimestre de 2025 (0,6% no final de 2024), mais 0,5 p.p. (pontos percentuais) do que o observado no trimestre anterior", indicou o INE.

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