Montenegro recusa prorrogar situação de calamidade devido ao mau tempo
"Nós não vamos agora alargar o estado de calamidade. O estado de calamidade terminou", disse.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou esta quinta-feira o desafio do líder do PS, José Luís Carneiro, para prorrogar a situação de calamidade devido ao mau tempo, assegurando que os mecanismos de recuperação serão para todo o território.
No debate quinzenal de hoje, José Luís Carneiro referiu que tem ouvido autarcas e empresários que querem, por um lado, a prorrogação da situação de calamidade devido ao mau tempo que assolou o país e, por outro, a integração de alguns municípios que estão no perímetro da intervenção da calamidade, questionado o primeiro-ministro sobre a disponibilidade para o fazer.
"Nós não vamos agora alargar o estado de calamidade. O estado de calamidade terminou. A componente da prontidão operacional para fazer face à calamidade não faz sentido, porque a calamidade passou, efetivamente", respondeu.
No entanto, segundo Luís Montenegro, os "mecanismos de recuperação e de reconstrução das áreas afetadas serão aplicadas em todo o território nacional".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta desde 28 de janeiro, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
O Governo decretou situação de calamidade nos 68 concelhos mais afetados, que vigorou entre 29 de janeiro e domingo, e aprovou um pacote inicial de apoios que o primeiro-ministro estimou em 2,5 mil milhões de euros, e que inclui ajudas à subsistência e à reconstrução de habitações e fábricas destruídas, bem como linhas de crédito. Mais tarde, foi anunciada a isenção de portagens em alguns trechos de autoestradas das zonas afetadas, que já terminou.
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