"Não vou alimentar nenhum enredo por mais pitoresco que seja”: Montenegro reage a críticas de Passos Coelho

Primeiro-ministro diz que a sua função é ser um executor e não um comentador.

27 de fevereiro de 2026 às 16:51
Luís Montenegro Foto: Nuno Veiga
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, respondeu esta sexta-feira às declarações de Pedro Passos Coelho sem entrar em polémicas, sublinhando que a sua prioridade é governar e resolver os problemas concretos do país.

“Não vou andar a fazer comentários”, afirmou, rejeitando alimentar debates paralelos. “Eu estou focado. As pessoas querem que eu seja um executor, não um comentador.”

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Montenegro reforçou que a função de um primeiro-ministro não é comentar cenários ou especulações, mas agir: “O que se exige de um primeiro-ministro é que resolva os problemas.” E acrescentou: “Não vou alimentar nenhum enredo por mais pitoresco que seja.”

Perante os danos causados pelas intempéries, o primeiro-ministro garantiu que o Governo está a atuar com rapidez, mas assegurando mecanismos mínimos de controlo.

“Temos de responder às necessidades de todos os portugueses”, afirmou, destacando que “o país exige e nós estamos a dar passos muito fortes”. Segundo Montenegro, “decisões foram tomadas muito rápido” para dar resposta às situações mais urgentes.

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O primeiro-ministro sublinhou ainda que “o governo está disponível para as empresas”, reconhecendo que “são muitas solicitações de emergência” na sequência dos prejuízos registados.

Ainda assim, defendeu que a rapidez no apoio não pode comprometer a fiscalização: “A rapidez existe mas tem de haver um controlo mínimo.”

Montenegro detalhou os critérios definidos para a atribuição de apoios: prejuízos até 5 mil euros exigem a apresentação de registo fotográfico; até 10 mil euros será necessária uma vistoria por parte da câmara municipal. “Não pode haver um automatismo completo”, frisou.

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O objetivo, concluiu, é garantir que o processo seja eficaz e equilibrado: “Queremos que seja ágil com controlo mínimo.”

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