Paulo Raimundo diz que Montenegro não se pode orgulhar por adquirir ambulâncias porque decisão é de 2023

Secretário-geral do PCP sublinhou ainda que as ambulâncias que vão ser adquiridas "não andam sozinhas" e que são necessários técnicos para as operar.

09 de janeiro de 2026 às 13:27
Paulo Raimundo Foto: Direitos Reservados
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O secretário-geral do PCP defendeu esta sexta-feira que o primeiro-ministro não pode "encher o peito" por ter anunciado a aquisição de 275 viaturas para o INEM, uma vez que essa aquisição já tinha sido decidida há três anos.

"Onde é que andou esta decisão desde 2023 até agora? Em que gaveta ficou fechada? Em que gaveta é que ficou fechada esta decisão? Porque não se pode vir e encher o peito com o anúncio de uma coisa que já há três anos estava decidida, só precisava de ser concretizada", disse Paulo Raimundo aos jornalistas na Assembleia da República.

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O líder comunista afirmou ainda que Luís Montenegro voltou a anunciar "pela quinta ou sexta vez" o Hospital do Algarve, questionando sobre quando será feito o anúncio do Hospital do Seixal.

"É o hospital numa região onde é mais necessário a resposta médica de todas as notícias que nós temos vindo a conhecer", continuou, referindo-se à unidade hospitalar no Seixal que deverá servir uma população com cerca de 350 mil habitantes, oriundos dos concelhos do Seixal e Almada.

Paulo Raimundo sublinhou ainda que as ambulâncias que vão ser adquiridas "não andam sozinhas" e que são necessários técnicos para as operar.

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"Nós temos uma falta registada de cerca de 400 profissionais no socorro, em particular no INEM", disse, questionando se a "chamada refundação do INEM não é mais do que uma operação para transferir parte do socorro para aquilo que são os interesses privados que estão no terreno".

O líder do PCP defendeu ainda que Luís Montenegro apenas anunciou as novas viaturas durante o debate quinzenal de quinta-feira devido às três mortes registadas esta semana com atrasos no socorro.

"Se não tivesse ocorrido essa situação, esse anúncio das 275 ambulâncias não tinha sido feito", disse.

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Ainda sobre o debate de quinta-feira, Paulo Raimundo afirmou que o primeiro-ministro "fez bem em assumir para si a responsabilidade de toda a situação no Serviço Nacional de Saúde".

"Nós já sabíamos que podíamos contar pouco com as explicações ou assumidas responsabilidades da ministra da Saúde", continuou.

"Ficámos a saber, a partir de ontem, formalmente, já sabíamos formalmente, que o senhor primeiro-ministro é o responsável por toda a situação e, portanto, não estou a dizer que o primeiro-ministro assumiu a pasta, mas ficou responsável por toda a situação e terá que responder perante toda a situação que está", acrescentou.

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O primeiro-ministro anunciou no debate quinzenal no parlamento na quinta-feira que o Governo PSD/CDS-PP tinha aprovado na véspera "a aquisição de novas 275 viaturas para o INEM num investimento que ascende a 16,8 milhões de euros", acrescentando tratar-se do "maior investimento do género na última década".

Durante esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo. O INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais.

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