Tanto Leonor Beleza, vice-presidente do PSD, como Durval Tiago Ferreira, vice-presidente e porta-voz do CDS, sublinharam tratar-se da última mensagem de Marcelo como Chefe do Estado.
PSD e CDS saudaram esta quinta-feira a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiando a sua relação com os portugueses e os alertas que deixou sobre o futuro.
Tanto Leonor Beleza, vice-presidente do PSD, como Durval Tiago Ferreira, vice-presidente e porta-voz do CDS, sublinharam tratar-se da última mensagem de Marcelo como Chefe do Estado, após quase 10 anos de mandato.
Leonor Beleza disse que faz sentido dar a Marcelo "uma palavra intensa de reconhecimento e orgulho pela forma como tem vindo a servir Portugal" e admitiu que o PSD, à frente do Governo com o PSD, se identifica com os desafios que mencionou na mensagem - mais saúde, educação, habitação, justiça, tolerância e concordância em Portugal, mais emprego e menos pobreza.
"O PSD sente-se muito motivado em contribuir para que os problemas que os portugueses sentem sejam ultrapassados e sejam ultrapassados pelas capacidades que manifestamente os portugueses têm e podem mobilizar para ultrapassar essas dificuldades todas", disse Leonor Beleza, numa declaração na sede nacional do partido, transmitida pelas televisões.
A vice-presidente do PSD salientou "dois aspetos" de Marcelo: "Ele conhece-nos, conhece Portugal muito bem, sabe quais são as nossas forças, as nossas fraquezas, sabe o que é que podemos aspirar, sabe como é que temos de nos transformar. Ele, como quase ninguém, sabe identificar estes fatores e sabe falar para todos nós."
O partido, afirmou, "sente-se muito motivado em contribuir para que os problemas que os portugueses sentem sejam ultrapassados" com as "capacidades que manifestamente os portugueses têm e podem mobilizar para ultrapassar essas dificuldades".
Já Durval Ferreira recordou as dificuldades da presidência de Marcelo, da pandemia de covid-19 à guerra na Ucrânia, e elogiou-lhe o seu sentido de responsabilidade.
O dirigente centrista disse "reconhecer que, nos momentos particulares e mais difíceis [do seu mandato], foi para todos os portugueses um farol de responsabilidade, até de alguma tranquilidade" e que ajudou "a unir e a ultrapassar momentos difíceis".
O tom da Iniciativa Liberal (IL) foi o contrário ao do PSD e do CDS, que apoiaram as candidaturas presidenciais de Marcelo, em 2016 e 2021.
O líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, criticou o apelo de Marcelo Rebelo de Sousa a melhorias em vários setores, considerando que "pedir só não basta" e sugerindo que o Presidente da República não teve coragem de exigir aos governos "um caminho de reformas".
Depois, Amorim Lopes defendeu que, em vez de "A Ilustre Casa de Ramires", o chefe de Estado deveria ter citado o "Conde de Abranhos" de Eça de Queirós, para que, nas presidenciais de 18 de janeiro, os portugueses não escolham "mais um Alípio de Abranhos que venha servir-se e deixar tudo como está".
Na sua última mensagem de Ano Novo como chefe de Estado, feita em direto a partir do Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou esta quinta-feira o desejo de que 2026 seja um ano com mais saúde, educação, habitação, justiça, tolerância e concordância em Portugal, com ainda mais emprego e menos pobreza.
O Presidente disse esperar, em termos globais, "um ano com mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais solidariedade".
"O mesmo desejo vale para nós, vale para Portugal. Ano novo, vida nova. Também com mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade", acrescentou, pedindo também "mais tolerância, mais concordância" e "sentido de coesão nacional".
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