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Albuquerque acusa Estado de não cumprir obrigações para com a Madeira

Presidente do Governo da Madeira acusou o Estado de ser "só conversa, fantasia, promessas, beijinhos e 'selfies'.

02 de março de 2026 às 13:51

O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou esta segunda-feira que a região continua a esperar que a República assuma as suas obrigações em matéria de proteção civil, acusando o Estado de ser "só conversa, fantasia, promessas, beijinhos e 'selfies'".

Discursando na sessão solene da Semana da Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira, Miguel Albuquerque disse que se comemoram este ano os 50 anos da autonomia regional e lamentou que o Governo da República continue a não cumprir com as suas responsabilidades.

O governante referiu que foram assumidos os compromissos de que o executivo nacional pagaria o meio aéreo afeto à proteção civil regional, que é custeado inteiramente pelo executivo insular, assim como a disponibilização de um segundo helicóptero de combate a incêndios.

"Mas nada acontece. Nós vivemos num Estado que não assume as responsabilidades. É só conversa, fantasia, promessas, beijinhos e 'selfies'. E depois, quando se trata de as coisas funcionarem nada funciona", criticou.

Miguel Albuquerque destacou, por outro lado, a importância da prevenção dos incêndios, enunciando um conjunto de investimentos já feitos e outros previstos para os próximos meses antes do verão.

O presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP) disse ser necessário encontrar uma solução mais eficiente do ponto de vista financeiro do que a atual, de limpeza de espécies infestantes, uma vez que estão sempre a reaparecer.

O executivo madeirense vai, por isso, delimitar áreas corta-fogo, onde serão plantadas espécies menos combustíveis, assim como permitir o gado ordenado em algumas áreas.

Miguel Albuquerque indicou que na semana passada o Conselho do Governo da Madeira tomou a decisão de aprovar uma lei para que possam ser feitas as intervenções de limpeza necessárias para a prevenção dos incêndios com menos burocracias e de forma mais célere.

O chefe do governo madeirense destacou também a importância de fazer uso dos meios e da inovação tecnológica em matéria de proteção civil, assumindo o desafio de construir um drone de combate a incêndios urbanos e outro para incêndios rurais.

"Acho que nós não temos de ter medo de assumir estes desafios. Acho que é importante também introduzirmos aqui, no futuro, nos centros de coordenação, a inteligência artificial, que é um elemento importantíssimo que não podemos descurar no sentido de ajudar a nossa intervenção, quer na prevenção, quer na informação, quer no combate aos sinistros", salientou.

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