Isaltino Morais foi o penúltimo orador do primeiro comício da campanha presidencial de Gouveia e Melo, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.
O presidente da Câmara de Oeiras considerou este domingo que o primeiro-ministro gostaria de estar com a candidatura de Gouveia e Melo, criticou a disciplina partidária e atacou "o queque" com "pacotilha liberal" e o "proto-ditadorzeco".
Isaltino Morais foi o penúltimo orador do primeiro comício da campanha presidencial de Gouveia e Melo, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.
Fez uma intervenção de cerca de 20 minutos em que, basicamente, pretendeu mostrar-se em sintonia com o líder do executivo, Luís Montenegro, e em que, por outro lado, criticou os principais adversários do ex-chefe do Estado-Maior da Armada na corrida a Belém.
O autarca começou por definir Gouveia e Melo como "um homem exemplar e "um farol de esperança", defendendo que "só uma liderança pelo exemplo poderá unir os portugueses".
Depois, lembrou que "há poucas semanas o primeiro-ministro advogou que os portugueses devem ter a atitude de Cristiano Ronaldo".
"Ora, aqui estamos com o nosso Ronaldo, o almirante Gouveia e Melo. Tenho mesmo para mim que o próprio primeiro-ministro -- e não estou a ironizar - gostaria de estar aqui hoje, porque ele gosta de estar entre os melhores", declarou, antes de lançar um duro ataque a Cotrim Figueiredo.
"Votar na pacotilha liberal é votar nos queques privilegiados que apenas durante a campanha descem ao povo e beijam os pobres. Em campanha dançam com as velhotas, abraçam os pobres e beijam tudo, até se for preciso beijam os cães. Depois das campanhas, não sujam os sapatos, vibram novamente nos salões de Lisboa e que se danem os pobres", afirmou, recebendo uma prolongada salva de palmas.
Depois de Cotrim Figueiredo, o presidente da Câmara de Oeiras visou André Ventura colocando as seguintes perguntas: "O que tem para oferecer para além de incutir o ódio aos outros? O que tem para oferecer como projeto de país? Votar num proto-ditadorzeco que trai a nossa história?", questionou.
Já sobre Marques Mendes considerou que "a sua campanha morreu quando ficou claro que era um político de duas caras: uma no privado, real, e outra pública, que tentava vender como moralista".
"Com o tempo, percebeu-se que o moralista de goela não bastava e a campanha morreu", disse, provocando risos na plateia.
Em relação a António José Seguro, Isaltino Morais citou o ex-presidente da Assembleia da República e antigo ministro socialista Augusto Santos Silva, que considerou que Seguro não estava à altura de ser Presidente da República.
"O mesmo diz agora que, de todos, é o menos mau. Mas entre o [Cristiano] Ronaldo e o menos mau, queremos mesmo o medíocre?", perguntou.
Antes de Isaltino Morais discursaram Júlia Araújo, do movimento jovem de apoio ao almirante e coordenadora de Viana do Castelo da candidatura, o monárquico Francisco Calheiros, que é mandatário em Ponte de Lima e, ainda, o mandatário no Brasil e presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, António Fiúza.
Francisco Calheiros fez uma alusão à estatura de Gouveia e Melo. "É o único candidato que conseguirá olhar olhos nos olhos o rei de Espanha", disse.
António Fiúza leu uma menagem do Presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vasco Ferras, que apoia Gouveia e Melo. O autarca, do CDS, considerou que o pais precisa "de referências sólidas e de união", manifestando-se depois convicto que o ex-chefe do Estado-Maior da Armada saberá "honrar" o exercício das funções de Presidente da República "com responsabilidade, humildade e estabilidade".
No seu discurso, António Fiúza defendeu que Portugal tem "esquecido os seus emigrantes" em na sua perspetiva, importa escolher um Presidente da República, "comandante supremo das Forças Armadas, que saiba garantir a segurança da Pátria".
"Gouveia e Melo deu esperança num tempo de medo e de incerteza no tempo do combate à covid-19. Nas outras candidaturas há uma mão cheia e de nada e outra de coisa nenhuma", acrescentou.
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