Erros são apontados como causas para a retirada da confiança política na parlamentar.
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A resolução da 42ª Assembleia do Livre, deliberou, por unanimidade, que a deputada única do partido cometeu "erros políticos que seriam evitáveis", apontando-os como causas para a retirada da confiança política na parlamentar.
Na resolução aprovada pela 42ª Assembleia do partido, os membros do órgão máximo entre congressos, apontam "ineficiência" na ação política da deputada Joacine Katar Moreira.
"Uma inexperiência política justificável da deputada foi agravada por uma atitude de isolamento, de recusa de recursos e de desvalorização de processos de trabalho colaborativos, conduzindo a erros políticos que comprometem a eficácia da ação política do Livre na Assembleia da República", escrevem na resolução que será votada no Congresso do partido, que se realizada no sábado e domingo, em Lisboa.
A título de exemplo, a resolução relembra o chumbo da Lei da Nacionalidade que, segundo o texto, se deveu à "completa falta de coordenação com os órgãos do partido" e "tornou o Livre irrelevante na discussão parlamentar sobre um dos seus principais compromissos eleitorais".
O órgão do partido aponta ainda a falta de preparação da deputada, revelada nas intervenções no plenário e nas comissões parlamentares bem como falta de disponibilidade e abertura para trabalhar com os órgãos do partido "com vista a uma prestação política positiva" no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).
"A recusa em declarar (pela sua voz ou do partido) o sentido de voto do Livre" no OE2020 antes da votação na generalidade, "contra o conselho do GC", é também apontado como um erro político "evitável" por parte da deputada.
Entre as críticas tecidas à representação parlamentar do partido, surge também a recusa, por parte da deputada "consciente e reiteradamente" em dirigir-se à Assembleia do partido e de expor aos membros do mesmo "eventuais preocupações, críticas ou sugestões".
Segundo o texto, Joacine Katar Moreira impôs também condições, regras e ultimatos aos órgãos do partido, "revelando uma posição de intransigência, isolamento e desrespeito pelos mesmos".
A Assembleia manifesta-se "consternada pelos factos que conduziram a esta decisão" mas justifica-a dizendo que "vários dos problemas" que prometeram ajudar a resolver "estão a ser esquecidos" e as causas pelas quais queriam lutar "não estão a ser representadas" pela atividade parlamentar, escrevem.
"Os membros da Assembleia da Livre estarão disponíveis para esclarecer, internamente, todas as questões que membros e apoiantes possam ter em relação a esta resolução", sublinham, expressando que tudo farão para "que o partido continue unido em torno do seu programa, valores e ideais".
Antes de ser conhecida esta resolução, que será sujeita a votação no Congresso, foi divulgada uma moção que pedia à sua única deputada, Joacine Katar Moreira, para renunciar ao mandato e, caso tal não aconteça, que lhe seja retirada confiança política.
A moção, intitulada de "Recuperar o Livre, resgatar a política", subscrita por cinco dos seus membros ou apoiantes, escreve que "o Livre não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política".
O IX Congresso do Livre decorre nos próximos dias 18 e 19 de janeiro, no Centro Cívico Edmundo Pedro, em Lisboa.
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