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Correio da Manhã

Política
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Assunção Cristas sobre reunião de urgência: Governo "monta uma 'fantochada' para se vitimizar"

Assunção Cristas sobre reunião de urgência: Governo "monta uma 'fantochada' para se vitimizar"
3 de Maio de 2019 às 11:08
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Assunção Cristas sobre reunião de urgência: Governo "monta uma 'fantochada' para se vitimizar"
A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, comentou esta quinta-feira a aprovação no parlamento da contabilização total do tempo de serviço congelado aos professores.

Na Assembleia da República, no dia em que António Costa convocou uma reunião de urgência relativa ao mesmo assunto, Cristas referiu que "o que foi aprovado não aumenta um cêntimo que seja no encargo do orçamento". 

A líder explica que "não há por isso qualquer proposta irresponsável como querem fazer querer".

O CDS-PP previa nesta negociação "ter em conta o crescimento económico, revisão da carreira e avaliação dos professores e a aposentação".

Cristas reage esta sexta-feira à crise política por causa dos professores e disse que a posição do CDS "é a mesma desde sempre: responsabilidade e consciência com os cidadãos e professores".

A líder do CDS questionou-se sobre "o que faz o Governo?". Cristas diz que "monta uma fantochada para vitimizar, encena um golpe".

Na sua intervenção, Cristas explicou que no CDS não aceitam a "manipulação go Governo, que se vitimiza de forma desonesta".

E admitiu ainda que, pelo CDS, "este Governo já tinha terminado há muito".

Cristas diz que está disposta a negociar e relembra que não há acréscimo de nenhum cêntimo no orçamento. "Não há qualquer impacto orçamental enquanto não houver negociações" com os sindicatos dos professores, disse a presidente dos centristas, garantindo que o "único compromisso" assumido pelo CDS "é a negociação" no futuro. 

A líder do CDS diz que estão cansados da "desonestidade política deste Governo".

Assunção Cristas comentou a crise política depois de Carlos César, presidente do PS, ter admitido que o Governo pode apresentar a demissão por considerar que não tem condições para aplicar a medida ontem decidida pelo Parlamento.

A líder do CDS atacou esta sexta-feira a "farsa", o "golpe" do Governo com a "dramatização" sobre a contagem do tempo do congelamento dos professores e desafiou o primeiro-minustro a apresentar uma moção de confiança no parlamento.

O desafio foi feito por Assunção Cristas numa conferência de imprensa na Assembleia da República, em Lisboa, que coincidiu com a reunião extraordinária do Governo convocada depois de o parlamento ter aprovado, na quinta-feira, a contabilização total do tempo de serviço dos professores.

Para tentar contrariar a tese do que diz ser dramatização dos socialistas, a líder do CDS insistiu que, quanto ao pagamento do tempo de congelamento de carreiras, Cristas lembrou que o partido recusou todas as propostas com calendários e "compromissos de método"

E "o que foi aprovado não aumenta um cêntimo que seja o encargo para o orçamento" e o executivo tem "agora o que tinha no orçamento", ou seja, "um mandato para negociar".

Dado que as propostas quanto ao decreto foram aprovadas na quinta-feira também pelos dois partidos, PCP e BE, que apoiam o Governo minoritário do PS, Cristas desafiou o Governo.

"Se o Governo sente que perdeu o seu apoio parlamentar", então "apresente uma moção de confiança" na Assembleia da República, que, a ser aprovada, ditaria a queda do executivo.

"Se quer eleições assuma-o e não arranje desculpas", afirmou ainda, ao mesmo tempo que garantiu que o seu partido está "sempre" preparado "para eleições".

Os centristas recusam qualquer acusação de irresponsabilidade quanto ao custo destas medidas, afirmando Cristas que o que é proposto é que a negociação para o pagamento tenha em conta "o crescimento económico, a revisão da carreira dos professores, a avaliação dos professores e a aposentação".

Assunção Cristas recordou ainda que os primeiros congelamentos das carreiras foram decididos ainda durante os governo do PS de José Sócrates, em 2005 e 2011.

A Assembleia da República aprovou na quinta-feira uma alteração ao decreto do Governo, com os votos contra do PS e o apoio de todas as outras forças políticas, estipulando que o tempo de serviço a recuperar são os nove anos, quatro meses e dois dias reivindicados pelos sindicatos docentes.

Não ficou estabelecido qualquer calendário de recuperação do tempo de serviço, rejeitando as propostas do PCP e Bloco de Esquerda nesse sentido, mas foi aprovado, ainda assim, que os dois anos, nove meses e 18 dias devem ser recuperados com efeitos a janeiro de 2019.

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