Presidente do município de São Vicente afasta possibilidade de demitir-se ou de realizar eleições intercalares.
O Chega da Madeira encontra-se numa guerra interna, na sequência da decisão do presidente da Câmara de São Vicente, único município do partido na Madeira e um dos três do Chega a nível nacional, de retirar os pelouros aos outros dois vereadores eleitos pelo partido.
“Fui surpreendido com a posição dos vereadores Fábio Costa e Helena Freitas que votaram contra a proposta na última reunião, que visava cumprir uma promessa eleitoral feita à população de São Vicente, de desencadear o processo para a reabertura das grutas”, explicou José Carlos Gonçalves. As grutas de São Vicente estão encerradas desde março de 2020, na sequência da pandemia da covid-19, mas não foram reabertas devido ao risco de abatimento detetado por técnicos.
O Executivo municipal é composto por três eleitos do Chega, o presidente e os dois vereadores que agora ficaram sem pelouros, mais dois vereadores do PSD que nunca tiveram pelouros atribuídos. O autarca do Chega, que acumula todas as pastas, mesmo tendo em conta a instabilidade política na autarquia, afastou o cenário de eleições intercalares para resolver o conflito ou até demitir-se. Assegurou que conta com o apoio das estruturas regionais, da assembleia municipal, juntas de freguesia e elementos da autarquia e que não se sente isolado. “Foi uma traição que fizeram, não a mim, mas à população de São Vicente, porque a reabertura das grutas é uma promessa eleitoral não só do Chega, mas também do PSD”, explicou.
José Carlos Gonçalves defendeu ainda que, face a esta situação, os vereadores do Chega “devem renunciar ao mandato e permitir a sua substituição pelos elementos seguintes da lista”. Já o líder do Chega na Madeira, Miguel Castro, disse à ‘Antena 1’ estar confiante numa resolução do conflito que permita manter os dois vereadores do partido em funções.
Três Câmaras Municipais
Nas eleições autárquicas realizadas em outubro do ano passado o Chega conquistou três municípios: São Vicente, na Madeira, Albufeira, que é liderado por Rui Cristina, e Entroncamento, presidido por Nelson Cunha.
Sete vereadores do Chega já saíram
O Chega elegeu 134 vereadores, mas sete eleitos pelo partido de André Ventura já se desfiliaram ou pediram demissão. Cinco deles passaram a vereadores independentes sem pelouro e outros dois, em Lisboa e Gaia, aceitaram pelouros.
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