De acordo com o presidente do Grupo Parlamentar do PS, "nas circunstâncias mais difíceis percebe-se melhor a qualidade da liderança".
O líder parlamentar socialista afirmou esta quarta-feira que o PS não teme eleições e manifestou-se confiante na vitória, acusou a direita política de não constituir alternativa e elogiou os resultados alcançados pela liderança governativa de António Costa.
Estas posições foram defendidas por Eurico Brilhante Dias no discurso de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2024, antes de este diploma do Governo ser objeto de votação final global.
"Este debate do Orçamento permitiu tirar uma conclusão: Não temos alternativa. Entre radicais que se apresentam agora como moderados, e moderados que se apresentam como radicais, venha o diabo e escolha", criticou, antes de se referir especificamente ao teor do discurso que antes tinha sido proferido pelo líder da bancada social-democrata, Joaquim Miranda Sarmento: "Os portugueses preferem o original à cópia, essa intervenção parecia vinda de outra bancada", observou, numa alusão ao Chega.
No seu discurso, Eurico Brilhante Dias deixou um rasgado elogio ao primeiro-ministro e levantou a bancada do PS quando falou em "gratidão".
"Em tempos únicos e irrepetíveis o país teve uma liderança segura e credível na defesa da saúde e da vida dos portugueses, ao mesmo tempo que agiu na defesa de milhares de postos de trabalho", declarou, dirigindo-se a António Costa, que apresentou a sua demissão das funções de primeiro-ministro no passado dia 07.
De acordo com o presidente do Grupo Parlamentar do PS, "nas circunstâncias mais difíceis percebe-se melhor a qualidade da liderança".
"Portugal teve a sorte de ter António Costa na liderança nos momentos mais duros da pandemia, o evento mais disruptivo das nossas vidas e, podemos mesmo dizer, do último século. Esta referência é hoje necessária e justa. Na política, como na vida, há valores que nunca são excessivos e muito menos prescindíveis: Um deles é o da gratidão", acentuou.
Em relação à situação em que o PS chega às próximas eleições legislativas, Eurico Brilhante Dias contestou a tese de que a maioria absoluta que suporta o atual Governo deslaçou.
"Que ninguém se iluda. O PS confia na democracia, o PS não tem receio de eleições, o PS confia no juízo das portuguesas e dos portugueses", sustentou.
Para Eurico Brilhante Dias, em 10 de março, os eleitores estarão confrontados com uma escolha.
"Ou escolhem o retrocesso político e social, em que a extrema-direita será motor e influência de uma governação que vai degradar e, até, desmantelar o Estado Social, o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, o sistema de pensões, o programa de apoios sociais aos mais vulneráveis, congelar carreiras, salários e pensões, e por aí adiante, sem qualquer sensibilidade social como já foi demonstrado no passado. Ou escolhem prosseguir o caminho que iniciámos em 2015, e de que o Orçamento para 2024 é uma ferramenta fundamental para continuarmos a aumentar salários e pensões, reforçar o Estado Social, o SNS, a escola pública, criando emprego e apoiando as empresas, reduzindo os impostos sobre o trabalho, e sempre, mas sempre, sem que ninguém fique para trás", contrapôs.
Nas sua intervenção, o presidente do Grupo Parlamentar do PS fez um balanço de três executivos liderados por António Costa, ao longo de oito anos,
"Atraímos mais investimento, as exportações representam mais de 50% do PIB (Produto Interno Bruto), a dívida pública estará abaixo dos 100% em 2024 e reforçámos os rendimentos e os direitos do trabalho. Não há milagre, há mesmo políticas públicas bem desenhadas, que funcionam", disse.
Eurico Brilhante Dias advogou, numa crítica aos partidos de direita, sobretudo à Iniciativa Liberal, que "a ideia da solução mágica da mão invisível para todos os problemas não percebe que a economia social de mercado dá uma resposta mais ampla e mais justa aos problemas do conjunto da comunidade".
"São estas políticas que nos permitem baixar impostos de forma sustentável, e investir ao mesmo tempo no Estado Social e aumentar rendimentos. Provámos que o socialismo democrático funciona mesmo, funciona para todas e para todos e não apenas para alguns", declarou.
Na sua intervenção, Eurico Brilhante Dias apontou ainda que os partidos da oposição à direita "gostam muito de sublinhar que nos últimos 29 anos o PS foi Governo em 22 deles".
"Foi uma escolha popular e, agora que devolvemos a palavra aos cidadãos, estamos convictos que o programa progressista do PS irá ao encontro dos anseios e das necessidades das famílias portuguesas. Tudo faremos para que a poesia esteja na rua em março. Anteciparemos Abril em março, porque Abril foi mesmo feito para que tenhamos esperança num futuro melhor", afirmou.
Com o PS, segundo Brilhante Dias, "o país não será entregue nem capitulará perante o populismo extremista que tornou refém a direita democrática".
"Não passaram durante dois anos e continuamos a afirma-lo: Connosco não passarão", acrescentou.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.