Casa do Xisto é um projeto de inclusão da pessoa com deficiência através das artes.
A Câmara de Valongo vai suportar até agosto os custos da Casa do Xisto, projeto de inclusão da pessoa com deficiência através das artes, findo o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), disse o presidente da autarquia.
A decisão do executivo socialista, que terá um custo superior a 138 mil euros e foi aprovada por unanimidade na última reunião do executivo, destina-se a suportar os custos dos 16 profissionais envolvidos no projeto.
Na informação disponibilizada à Lusa, a autarquia revela que são participantes regulares 20 adultos e 20 crianças e que nos períodos de férias são mais 47 crianças e jovens (verão), 18 crianças e jovens (Natal) e 18 crianças e jovens (Páscoa). A estes acresce o número de famílias/cuidadores apoiados: 40 continuamente e 47 pontualmente.
O projeto tem uma lista de espera de 41 adultos e nove crianças para atividades regulares e 12 para atividades pontuais, acrescenta a autarquia.
À Lusa, o presidente da autarquia, Paulo Esteves Ferreira, revelou ter-se reunido com o Governo "muito antes do fim do financiamento (...) para explicar o projeto, que não encontra igual na região", e que a resposta "foi, inexplicavelmente, negativa".
O autarca garantiu, ainda assim, que "não vão deixar de tentar que o projeto tenha apoios financeiros, nomeadamente através da Segurança Social", acusando o Governo de "fugir à sua responsabilidade, esperando que as autarquias assumam encargos com os poucos recursos que têm".
"Nós sabemos como melhorar a vida das pessoas, mas sem ajuda as câmaras não conseguem fazer mais", disse.
Na informação disponibilizada à Lusa, a autarquia assinala que a Casa do Xisto nasceu em 2015 de uma necessidade identificada pela Rede Social do município de Valongo, começando por funcionar com o projeto-piloto OTL ESPECIAL@rte, que funcionava exclusivamente nos períodos de férias escolares.
Posteriormente, identificou-se a necessidade de criar uma resposta permanente para crianças e jovens com deficiência e respetivas famílias, passando a denominar-se Casa do Xisto - A Arte para a (D)Eficiência com o objetivo de "promover a pessoa com deficiência, com enfoque no domínio artístico, com resposta social especializada, desenvolvida num espaço polivalente e com horários flexíveis e adaptados às necessidades dos participantes e das famílias".
Atualmente, o projeto designa-se Escola do Xisto - O nosso mundo e passou a oferecer um conjunto de atividades artísticas, desportivas e diversas oficinas adaptadas e personalizadas a cada um.
Desenvolver competências relacionais, sociais e profissionais, reforçar a autonomia e reconhecer o papel social da pessoa com deficiência são os principais objetivos da nova versa do projeto.
Segundo a autarquia, de 2022 até março, o projeto foi financiado pelo PRR através do Plano de Ação para as Comunidades Desfavorecidas da AMP.
O projeto tem vindo desde então a ser reforçado, visando a inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência. Um dos principais impactos do projeto é contribuir para a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal, refere o município que estima em 325 mil euros os encargos financeiros anuais do projeto.
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