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Carneiro terá "todo o gosto" em acolher Mário Centeno como militante do PS

Secretário-geral assume que já disse ao antigo governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças de António Costa, Mário Centeno, que gostaria de contar com o seu contributo no PS.

24 de abril de 2026 às 07:31

O secretário-geral socialista já transmitiu a Mário Centeno que terá "todo o gosto" em acolhê-lo como militante do PS e destaca a "relação sadia" com o Presidente da República, mas admitindo possíveis visões diferentes sobre alguns temas.

Em entrevista à agência Lusa, José Luís Carneiro assume que já disse ao antigo governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças de António Costa, Mário Centeno, que gostaria de contar com o seu contributo no PS.

"Também lhe foi transmitido que se ele quiser dar esse passo, nós também temos todo gosto em acolhê-lo", responde, quando questionado se gostava de lhe entregar o cartão de militante do PS.

O líder do PS considera que Centeno é "um quadro dos mais qualificados" que há em Portugal e "que tem de ser valorizado", lembrando que esteve numa reunião recente do Conselho Estratégico do PS.

"E se ele puder dar o seu contributo ao PS, pois com certeza é bem-vindo", enfatiza.

A este propósito, Carneiro recorda que foi quem tratou do processo de entrada no partido da ex-ministra e eurodeputada Marta Temido, tendo sido o ex-primeiro-ministro e antigo secretário-geral socialista António Costa a entregar-lhe o cartão de militante do PS no Congresso de Portimão.

Já sobre o Presidente da República, António José Seguro - que ocupou o seu atual lugar no Rato entre 2011 e 2014 -- o secretário-geral do PS assegura que não houve "qualquer afastamento no plano pessoal ou no plano da amizade, que se conserva".

"Tenho particularmente a consciência de que tenho funções que é natural que nem sempre sejam compatíveis com a própria visão do Presidente da República, mas isso é natural e é o resultado do desempenho de funções de oposição. Assim como acontecerá também na relação do primeiro-ministro e do Governo com o senhor Presidente da República", refere.

Explicando que em Portugal há uma "arquitetura institucional de cooperação, mas de independência", Carneiro considera que isto significa que cada um tem o dever de se "colocar nos estritos termos daquilo que são as suas atribuições, competências e responsabilidades".

O líder do PS destaca que tem com o Presidente da República uma relação "de estima pessoal, consideração, confiança e amizade" e também "uma relação sadia de ponto de vista institucional".

"Mas eu sei colocar-me no meu lugar de líder de um partido de oposição e tenho também o conhecimento suficiente da vida entre as instituições para respeitar o princípio da separação de poderes e de respeitar a alta magistratura de influência que tem o Presidente da República", insiste.

Sobre o pacto para a saúde que Seguro que promover e o facto de o PS poder não concordar com alguns dos seus aspetos, Carneiro lembra a disponibilidade que manifestou de entrar no debate dessa proposta, num encontro com o então ainda candidato presidencial durante a campanha.

"Vamos avaliar depois com ponderação porque nós tivemos também responsáveis governativos na área da Saúde e, para sermos objetivos, nem todos concordam com todas as opções que foram tomadas pelos governos do PS", afirma, sublinhando a pluralidade que existe no PS.

O líder do PS foi confrontado com o risco de, numas próximas legislativas, se virar contra o seu partido o argumento usado por Seguro durante a campanha de não colocar "os ovos todos no mesmo cesto" e equilibrar o sistema político.

"É uma expressão que deve a Mário Soares. Não colocar os ovos todos no mesmo cesto, a não ser que os ovos sejam todos de boa qualidade e não se contaminem uns aos outros", desvia.

Carneiro escolhe usar a mesma imagem, mas com outro alimento: "colocar todas as maçãs no mesmo cesto. Se elas forem de boa qualidade, então os resultados poderão ainda ser bastante superiores. Se colocar as maçãs todas no mesmo cesto, em regra, o seu aroma dissemina-se por toda uma casa".

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