Ficaram de fora das listas da coligação com CDS-PP e PPM, 44 dos atuais deputados do partido, o que equivale a aproximadamente 57%.
Dos atuais 76 deputados do PSD, cerca de 30% estão nas listas da Aliança Democrática (AD) aprovadas na segunda-feira à noite em Conselho Nacional em lugares elegíveis, tendo como referência os resultados das legislativas de 2022.
São pouco mais de 20 os deputados do PSD que se recandidatam às legislativas antecipadas de 10 de março em lugares elegíveis, aos quais acrescem cerca de uma dezena em lugares dificilmente elegíveis ou como suplentes.
Ficaram de fora das listas da coligação com CDS-PP e PPM aprovadas pelo Conselho Nacional do PSD na segunda-feira à noite 44 dos atuais deputados do partido, o que equivale a aproximadamente 57%.
Na semana passada, o grupo parlamentar do PSD perdeu um dos seus 77 eleitos, com a desfiliação de António Maló de Abreu do partido, que passou a deputado não inscrito.
A direção de Luís Montenegro, que substituiu Rui Rio na liderança do PSD a meio de 2022, na sequência da derrota nas legislativas desse ano, decidiu manter apenas dois dos 22 cabeças de lista a essas eleições: Sónia Ramos, em Évora, e Paulo Moniz, nos Açores.
Entre os atuais deputados do PSD que não constam das listas às legislativas estão Duarte Pacheco, Fernando Negrão, Paulo Mota Pinto, André Coelho Lima, José Silvano, Paulo Rios de Oliveira, Hugo Carvalho, Sara Madruga da Costa e Joana Barata Lopes -- e também Adão Silva, que já tinha anunciado a intenção de não se recandidatar.
Da atual bancada, em lugares considerados elegíveis estão, entre outros, o atual líder parlamentar, Joaquim Miranda Sarmento, Hugo Carneiro, Clara Marques Mendes, Alexandre Poço, Miguel Santos, Carlos Eduardo Reis, Jorge Paulo Oliveira, Germana Rocha, Andreia Neto, Isaura Morais, João Moura e Emília Cerqueira.
Por outro lado, vários antigos deputados regressam às listas de candidatos em lugares de destaque, incluindo o presidente do PSD, Luís Montenegro, e os atuais dirigentes Hugo Soares e António Leitão Amaro.
Paulo Cavaleiro, Emídio Guerreiro, Cristóvão Norte, Bruno Vitorino, Maurício Marques, Gonçalo Capitão, Sandra Pereira, Carlos Gonçalves e José Cesário são outros possíveis regressados à Assembleia da República.
Nas legislativas de 2022, com Rui Rio à frente do PSD, cerca de 40% dos deputados que tinham sido eleitos pelo partido em 2019 ficaram de fora das listas de candidatos.
Em 2019, nas primeiras legislativas da direção de Rui Rio, a taxa de mudança nas listas de deputados do PSD foi de 55%. Como agora, nessas eleições houve uma transição de uma bancada constituída pelo anterior líder, Pedro Passos Coelho, para um grupo parlamentar elaborado pela nova direção.
Nas legislativas antecipadas de 30 de janeiro de 2022, que o PS venceu com 41,38% dos votos, conseguindo uma maioria absoluta de 120 em 230 deputados, o PSD ficou em segundo lugar e elegeu sozinho 72 deputados, aos quais se somaram 5 eleitos em coligações com o CDS-PP na Madeira e com CDS-PP e PPM nos Açores.
O PSD obteve sozinho 1.539.415 votos, correspondentes a 27,66%. Contando com os votos das coligações nas regiões autónomas o total de votos foi de 1.618.381, 29,08% do total.
O CDS-PP sozinho teve 273.687 votos, 1,6% do total, e ficou sem representação parlamentar. O PPM, com 260 votos, foi a menos votada das forças que concorreram a essas eleições.
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