"Nós temos aqui uma equipa e um programa que é precisamente para vencer estas eleições", afirmou aos jornalistas Bruno Mascarenhas.
O Chega entregou esta quarta-feira a candidatura à Câmara Municipal de Lisboa e restantes órgãos autárquicos da cidade com a expectativa de ganhar e com propostas nas áreas da mobilidade, higiene urbana, habitação e segurança.
O candidato a presidente de Câmara, Bruno Mascarenhas, acompanhado de mais de duas dezenas de outros candidatos à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Lisboa e às 24 juntas de freguesia da capital, além da mandatária, Érica Ricardo, entregou as listas esta quinta-feira à tarde, no Palácio da Justiça.
"A nossa expectativa, como nós somos o segundo partido do país, obviamente o objetivo é ganhar. Nós temos aqui uma equipa e um programa que é precisamente para vencer estas eleições. Não estamos à espera de outro resultado, é a nossa convicção", afirmou aos jornalistas Bruno Mascarenhas.
Bruno Mascarenhas, que nos últimos quatro anos foi deputado municipal pelo partido, considerou que os problemas da cidade foram-se agudizando durante este período e realçou que o percurso do Chega na Assembleia Municipal lhe permite estar preparado "para dar uma resposta àquilo que os lisboetas querem", para "mudar este estado de coisas".
O candidato destacou que o Chega é uma alternativa credível, tem propostas na área da mobilidade, na higiene urbana, na habitação e na segurança e que o voto no partido permite "uma mudança completa de paradigma no âmbito da gestão" autárquica.
"Acho que as pessoas na cidade - não aqueles que fazem a propaganda - sabem que Carlos Moedas [o atual presidente da Câmara de Lisboa] realmente falhou a todos os níveis e sinceramente acho que a grande parte das pessoas está farta dele", afirmou.
Na questão da habitação, o partido defende que não basta o investimento público e que é preciso atrair também os privados para a construção.
O objetivo é que "os nossos portugueses, os nossos residentes em Lisboa possam ter acesso a uma habitação, a valores que são compatíveis com aquilo que ganham e não com os valores que hoje se praticam no mercado", realçou Bruno Mascarenhas.
O partido pretende também reduzir os prazos de licenciamento, "que são absurdamente longos", para agilizar o processo.
"Não se podem estar dois, três, quatro anos para lançar um projeto, que é aquilo que hoje a Câmara Municipal de Lisboa nos dá. Nós temos de ser muito mais célebres, muito mais transparentes", disse, propondo também a utilização de ferramentas de inteligência artificial para agilizar passos do processo de decisão, "que de facto acabam por estancar e não permitir que, muitas vezes, os processos de licenciamento andem para a frente".
No âmbito da mobilidade, o Chega/Lisboa propõe uma gestão do tráfego "utilizando ferramentas até de inteligência artificial" e quer mudar o paradigma do plano de rede da Carris, "que há 20 anos não é mudado", ajustando-o às necessidades na cidade.
Ao contrário de outros candidatos, no caso das ciclovias Bruno Mascarenhas considerou que "há uma série delas que não fazem qualquer sentido e que são para acabar".
O candidato afirmou que Lisboa tem "um problema grave" ao nível da segurança, considerou que a cidade precisa de "mais agentes" de polícia municipal e reivindicou para o Chega na Assembleia Municipal esta ideia, que tem sido difundida por Carlos Moedas.
"A ideia inicial foi nossa e nós queremos aproveitar agora até a oportunidade para nos solidarizarmos, uma vez mais, com as ações da polícia municipal", disse.
O programa completo do Chega para Lisboa deverá ser apresentado em 12 de setembro, disse.
No atual mandato (2021-2025), a Câmara Municipal de Lisboa é presidida pelo social-democrata Carlos Moedas, que governa sem maioria absoluta, eleito pela coligação "Novos Tempos" - PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança.
A coligação de direita tem sete eleitos, o mesmo número do que a lista "Mais Lisboa" (PS/Livre), enquanto a CDU (PCP/PEV) tem dois e o BE um.
Para as eleições autárquicas de 12 de outubro foram anunciadas as candidaturas à presidência da Câmara de Lisboa de Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL), João Ferreira (CDU), Ossanda Líber (Nova Direita), Bruno Mascarenhas (Chega), José Almeida (Volt) e Adelaide Ferreira (ADN).
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