Atual secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, será recandidato.
A Comissão Nacional do PS reúne-se este sábado, em Lisboa, para aprovar a calendarização do XXV Congresso e das eleições diretas para a liderança do partido, estando também prevista uma análise da situação política e uma intervenção aberta do secretário-geral.
De acordo com a convocatória, a reunião, que terá lugar num hotel da capital, tem na ordem de trabalhos a análise da situação política e começará com uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aberta à comunicação social.
Esta reunião realiza-se dias depois da primeira volta das eleições presidenciais, em que o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, foi o mais votado, com 31,1% dos votos.
Na noite eleitoral de 18 de janeiro, Carneiro, que não foi até às Caldas da Rainha, onde se instalou o 'quartel-general' de Seguro, convocou o secretariado nacional do PS para uma reunião na sede do partido e, no final, declarou o candidato apoiado pelo PS como "o grande vencedor" da primeira volta e afirmou que os eleitores terão de escolher entre o candidato "das prioridades que servem as pessoas" e o que quer colocar "uns contra os outros".
Está também prevista a aprovação de vários aspetos do XXV Congresso Nacional do PS, incluindo a eleição da comissão organizadora, por via eletrónica, a definição da data e local - que deverá ser Viseu - e os regulamento das eleições do secretário-geral, dos delegados ao congresso e da quotização.
O calendário proposto, disse fonte do PS à Lusa, aponta para a realização das eleições diretas em meados de março, previsivelmente nos dias 13 e 14, e do congresso no final do mês, entre 27 e 29 de março. O prazo para apresentação de candidaturas deverá terminar a meio de fevereiro, sendo que José Luís Carneiro vai recandidatar-se ao lugar de secretário-geral.
De acordo com a mesma fonte, o objetivo da direção foi encontrar um calendário que permitisse que os principais passos deste processo eleitoral não prejudicassem nem as autárquicas, nem as presidenciais, devendo decorrer já depois da tomada de posse do futuro Presidente da República, marcada para 9 de março.
Da agenda faz ainda parte a discussão e votação da alteração ao regulamento das eleições da Presidente e da Comissão Política Nacional das Mulheres Socialistas (MS-ID).
A atual direção do PS, liderada por José Luís Carneiro, foi eleita em julho de 2025, mas não foi legitimada em congresso, estando o atual líder a concluir o mandato de dois anos que ficou vago após a demissão do anterior secretário-geral, Pedro Nuno Santos.
Após uma notícia do Expresso sobre um alegado "imbróglio estatutário" no PS, o líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, esclareceu que a Comissão nacional decidiu abrir um processo eleitoral para a vacatura do cargo, estando já previsto que Carneiro cumpriria até ao fim o mandato de Pedro Nuno Santos, que terminou no final de 2025.
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