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Correio da Manhã

Política
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Costa ameaça com catástrofe orçamental

Primeiro-ministro diz que cada partido deve votar as suas propostas e não as dos outros.
Manuel Jorge Bento 24 de Novembro de 2018 às 09:54
António Costa
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António Costa na Web Summit
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Se somarmos as propostas de alteração ao Orçamento dos diferentes partidos para reduzir receita ou aumentar despesa, teríamos uma catástrofe orçamental, porque a soma de tudo daria um desvio de 5,7 mil milhões de euros." O primeiro-ministro António Costa ameaçou esta sexta-feira com um "cenário do absurdo" para tentar convencer os partidos à esquerda a não "desvirtuar" o Orçamento do Estado - cuja votação final ocorre na próxima semana. "Se cada um votar as suas propostas sem votar as dos outros, cumprirá o que defende sem comprometer o Orçamento", afirmou no balanço dos três anos de Governo, no Porto e numa tentativa de evitar maiorias negativas no Parlamento.

António Costa apelou à "responsabilidade de cada partido" e o presidente do PSD não o deixou sem resposta: "Pode dormir descansado que nós não estávamos com planos de incluir alterações que pusessem em causa as metas do défice", afirmou Rui Rio.

Numa conferência de imprensa de 94 minutos, no Porto, Costa afastou por completo a integração do PCP e do BE num próximo Executivo. "Não creio que a evolução em cada um dos partidos permita esse avanço", disse. E criticou o facto de o BE "fazer campanha contra o PS".

Considerou, no entanto, que a geringonça tem condições para se manter na próxima legislatura: "Quando as coisas estão bem, o melhor é manter como estão."

Quanto à carga fiscal - o Executivo diz que baixa e a oposição fala num Governo "dependente de impostos" -, Costa admitiu a receita crescente de contribuições e justificou que "como têm crescido mais o emprego e os vencimentos do que o PIB, a carga fiscal cresce, mas não é pelo aumento dos impostos". O governante reconheceu que na Saúde "estamos muito longe do paraíso". Sobre o tempo de serviço dos professores, disse que "não vale a pena colocar no Orçamento de 2019 uma norma aprovada e em execução em 2018".

PORMENORES
Marcelo recusa balanço
"Quem faz o balanço é o próprio Governo e farão os portugueses quando tiverem que votar daqui por um ano", afirmou esta sexta-feira o Presidente da República.

Ataque aos juízes
António Costa referiu esta sexta-feira que a contestação dos juízes é "difícil de compreender". "Um titular de órgão de soberania não recorre à greve", afirmou.

‘Amigo’ da função pública
"Se há algo que não se pode dizer é que este Governo não é amigo da administração pública", disse Costa, referindo o descongelamento de carreiras.
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