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Durão Barroso: "O tempo é de concentrar esforços na saída da crise"

Presidente da Comissão Europeia recusou falar sobre o programa de ajustamento.

11 de abril de 2014 às 15:45

O presidente da Comissão Europeia considerou, esta sexta-feira, que "é tempo agora de concentrar esforços na saída da crise", salientando que a União Europeia prepara com Portugal uma parceria com impactos no desenvolvimento e no emprego.

"Não estamos aqui para falar do programa de ajustamento, nem para a saída desse programa. O tempo agora é para concentrar esforços na saída da crise, e no crescimento sustentável e criação de emprego", disse Durão Barroso na abertura da conferência 'Portugal: Rumo ao Crescimento e Emprego', que hoje decorre em Lisboa.

"Estamos em diálogo permanente preparando o acordo de parceria com o Governo português; o que estamos a preparar poderá representar uma parceria importante e ter um impacto significativo no desenvolvimento e na criação de emprego", sublinhou o chefe do Executivo comunitário, na intervenção que abriu a conferência.

Durão Barroso salientou a presença de oito comissários europeus hoje em Lisboa, que traduzem o "apoio que a União Europeia dará e sempre deu a Portugal", e disse que "a primeira prioridade é a criação de emprego, nomeadamente emprego jovem".

“OS COMISSÁRIOS EUROPEUS NÃO SÃO APÁTRIDAS”

Durão Barroso destacou a importância da Comissão Europeia na ajuda a Portugal e afirmou que ele próprio, enquanto presidente, também ajudou o seu País. “Eu esforcei-me, fiz o que pude. Os comissários europeus não são apátridas”, sublinhou.

Além do papel da Comissão Europeia, Durão Barroso elogiou os portugueses e o Governo de Passos pelo cumprimento do programa de ajustamento. “Tenho consciência dos sacrifícios que foram feitos pelos portugueses durante os últimos anos e manifesto mais uma vez a minha admiração e o meu respeito pelo modo como Portugal tem vindo a responder à crise financeira, económica e social”, acrescentou.

Apesar das boas previsões de futuro, o presidente da Comissão Europeia explicou que Portugal não pode falhar na boa execução dos próximos fundos estruturais que são a arma do investimento público para criar emprego.

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