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Política
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Ferro Rodrigues continua no ativo com pulmão fragilizado em tempos de pandemia

Presidente do Parlamento já foi submetido a duas intervenções cirúrgicas, em março e maio de 2018.
Salomé Pinto 2 de Abril de 2020 às 08:31
Ferro Rodrigues
Jerónimo de Sousa
Ferro Rodrigues
Jerónimo de Sousa
Ferro Rodrigues
Jerónimo de Sousa
O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, continua a desempenhar as suas funções e resiste ao cumprimento da quarentena aconselhada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para grupos de risco, como é o caso da segunda figura do Estado.

O também deputado socialista foi submetido a duas intervenções cirúrgicas pulmonares, em março e em maio de 2018. Esta circunstância coloca-o no conjunto de cidadãos que devem permanecer em isolamento, de acordo com o estado de emergência que vigora no País.

Ainda assim, Ferro Rodrigues considera estar em condições de se deslocar ao Parlamento. Ao Correio da Manhã, o gabinete do presidente da Assembleia da República (AR) garante que Ferro Rodrigues encontra-se "de boa saúde e em boa forma física, segundo o médico que o acompanha há muitos anos e o cirurgião que o operou".

No próximo mês de novembro, Ferro Rodrigues completa 71 anos de idade, o que também o poderia obrigar ao dever de quarentena. Contudo, por ser titular de um cargo político, o presidente da AR, assim como os restantes deputados, não está abrangido por esta recomendação para maiores de 70 anos.

Quem está a cumprir à risca os conselhos da DGS são os serviços da Assembleia da República. Dos 415 funcionários, cerca de um quarto, isto é 115, está em isolamento profilático: "105 enquadram-se no grupo de risco", dos quais "30 estão a trabalhar à distância", "outros 10 encontram-se a prestar assistência aos filhos", revela ao CM o gabinete do secretário-geral da AR.

Enquanto durar o estado de emergência, os restantes 300 funcionários estão a trabalhar em equipas rotativas: 20 a 80 funcionários ficam no edifício e entre 220 a 280 em teletrabalho, consoante a atividade parlamentar. Os que se encontram à distância podem, contudo, ser "convocados sempre que se justifique". "Foram ainda determinadas cinco quarentenas preventivas, por 14 dias, devido a deslocações ao estrangeiro, por motivo de férias", acrescentaram os serviços da AR.

Jerónimo de Sousa com cuidados extra
O PCP não tem nenhum deputado de quarentena mas decidiu dar um tratamento especial a Jerónimo de Sousa. Este mês, o secretário-geral comunista faz 73 anos, e, por isso, só vai ao Parlamento quando for essencial.

184 deputados estão em teletrabalho
Não há deputados de quarentena, mas como o Parlamento está a funcionar com um quinto dos 230 parlamentares (46), há 184 deputados que não participam diretamente nos trabalhos, apesar de terem de se registar.

Plenários marcados até ao dia 16 de abril
O Parlamento vota esta quinta-feira a renovação do estado de emergência. Ficaram ainda agendados plenários para dia 8 , para debater iniciativas dos partidos, e para dia 16, que pode servir para prorrogar o estado de emergência.

PORMENORES
Estado de Emergência

O estado de emergência vigente por 12 dias termina às 23h59 desta quinta-feira, dia em que a Assembleia da República vai também votar o seu prolongamento.

Quórum do plenário
A Conferência de Líderes decidiu que, excecionalmente à regra de 1/5, o plenário tem de reunir um quórum de pelo menos 116 deputados (metade mais um), para votar a extensão do estado de emergência.

Comissão Permanente
O PSD e o CDS defendem que só deveria funcionar a Comissão Permanente do Parlamento, composta por 30 a 35 deputados. Este órgão só costuma ser chamado durante as férias.
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