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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Governo admite canalizar mais oito milhões de euros para clubes afetados por intempéries

Medida, no valor global de 12 milhões de euros, recebeu 203 candidaturas no caso do Comité Olímpico de Portugal (COP) e 15 no Comité Paralímpico de Portugal (CPP).

27 de maio de 2026 às 14:42

O Governo está a estudar a afetação de mais de oito milhões de euros para apoiar clubes desportivos atingidos pelas intempéries do início do ano, através da reprogramação de verbas do programa de reabilitação de instalações.

Na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, a ministra da tutela, Margarida Balseiro Lopes, explicou que a medida, no valor global de 12 milhões de euros, recebeu 203 candidaturas no caso do Comité Olímpico de Portugal (COP) e 15 no Comité Paralímpico de Portugal (CPP).

"Temos, no caso do COP, 203 candidaturas, com um valor de 6,2 milhões de euros, e no caso do CPP, 15 candidaturas com um valor de 748 mil euros", afirmou, em resposta ao grupo parlamentar do Livre que questionou o Governo sobre o número de candidaturas ao programa e sobre os mecanismos para garantir que clubes com menor capacidade administrativa conseguem aceder aos apoios.

A governante adiantou que está em análise, em articulação com o COP e o CPP, a existência de verbas remanescentes não utilizadas noutras fases do programa.

"Há algumas destas medidas (...) em que houve verbas que não foram usadas e estamos neste momento a estudar com ambas as instituições, é de relocarmos este remanescente e destinarmos em exclusivo para clubes impactados pelas intempéries do início do ano", disse.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

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