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Governo quer tornar território mais resiliente às intempéries

Ministra do Ambiente referiu que é preciso aproveitar o programa do PTRR para "dar uma maior consistência e uma maior resistência destas regiões que são extremamente frágeis em relação às alterações climáticas".

18 de maio de 2026 às 19:03

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse esta segunda-feira que, depois da reparação dos estragos causados pelo mau tempo, o Governo vai focar-se em tornar o território mais resiliente às intempéries.

"Nós estamos agora muito focados no primeiro pilar do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que é o recuperar o que ficou estragado, mas a seguir iremos focar-nos na resiliência", disse a governante.

Graça Carvalho falava durante a cerimónia de assinatura dos contratos-programa para intervenções de emergência, reabilitação de infraestruturas e património ambiental nos municípios de Albergaria-a-Velha, Águeda e Estarreja, no distrito de Aveiro.

A ministra referiu que é preciso aproveitar o programa do PTRR para "dar uma maior consistência e uma maior resistência destas regiões que são extremamente frágeis em relação às alterações climáticas".

"É por isso que o programa existe, primeiro para recuperar e depois para fazer diferente, fazer com que o país fique mais forte, mais resistente às várias intempéries, sejam elas climáticas ou geopolíticas, que infelizmente se passam nos dias de hoje", disse Graça Carvalho.

Os contratos esta segunda-feira assinados representam um investimento global de 2,6 milhões de euros (900 mil euros para Águeda, 800 mil euros para Albergaria-a-Velha e 900 mil euros para Estarreja) e visam responder aos danos provocados pelo último comboio de tempestades.

"Isto completa um conjunto de 40 contratos que assinámos com 40 municípios, no valor de 35 milhões de euros, que foi a primeira tranche de uma ajuda em relação às cheias, relativo a questões relacionadas com os rios, sejam eles os rombos dos diques, as margens, pequenas estruturas que ficaram danificadas e, portanto, estes são os últimos três que faltavam assinar", disse a ministra do Ambiente.

A governante salientou que estes financiamentos são transferidos imediatamente a 100% para as autarquias, para que possam avançar rapidamente com as intervenções, sendo que algumas delas já estão em curso.

Na mesma ocasião, o presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Carlos Coelho, agradeceu a resposta célere do Governo e das entidades públicas, mas salientou que a execução deste trabalho representa "um desafio muito exigente" para as autarquias, que vão ter a seu cargo "a contratação, a preparação técnica, a articulação com as entidades competentes e a operacionalização das intervenções".

"As autarquias enfrentam, atualmente, constrangimentos reais ao nível dos recursos humanos, da capacidade técnica e da gestão simultânea de múltiplos procedimentos urgentes (...) Da nossa parte, tudo faremos para executar os trabalhos com rigor, em tempo útil e com rapidez que a situação exige", disse o autarca.

Carlos Coelho explicou que o objetivo é avançar com as obras antes do próximo inverno e "garantir que as soluções de estabilização tenham tempo de consolidar antes da chegada dos novos períodos de chuva intensa".

Também presente na cerimónia, a presidente da Câmara de Estarreja, Isabel Simões Pinto, referiu que a ambição do município vai para além da reparação de danos imediatos, adiantando que é preciso recuperar o território para o futuro.

"As alterações climáticas já não são uma ameaça distante. Estão presentes na intensidade da chuva, na frequência dos fenómenos extremos, na pressão sobre as linhas de água, na fragilidade das margens, na exposição das populações e dos sistemas agrícolas", disse a autarca.

Já o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, realçou o trabalho que já foi feito pelo seu município, atendendo à urgência dos estragos cadastrados em sete dos nove rios que atravessam aquele concelho.

"Logo a seguir à intempérie, pusemos mãos à obra e temos neste momento duas frentes de obra a decorrer e já temos outras fechadas", disse o autarca.

Após a assinatura dos contratos, a ministra do Ambiente e Energia visitou as obras de reabilitação da margem do Rio Vouga, que estão a decorrer nos municípios de Albergaria-a-Velha e Aveiro, num investimento de 1,5 milhões de euros que tem um prazo de execução de quatro meses.

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