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Governo analisa medidas que poderá adotar sobre combustíveis para aviação

Consciente do facto de o turismo em Portugal "ser tão dependente da aviação", o ministro considerou que esta "é uma informação relevante".

16 de abril de 2026 às 19:20

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse, esta quinta-feira, que o Governo está a acompanhar a questão das reservas dos combustíveis para a aviação e a analisar as medidas que poderá tomar, escusando-se a especular sobre o tema.

No briefing do Conselho de Ministros desta quinta-feira, Leitão Amaro foi questionado sobre as declarações desta quinta-feira do diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) que alertou que a Europa tem "talvez mais seis semanas de combustível para aviões", avisando para possíveis cancelamentos de voos em breve se o abastecimento de petróleo continuar bloqueado.

"Acompanhamos essa informação sobre o combustível para aviões, o chamado 'jet fuel'. Nós temos informações, obviamente, que ultrapassam esta declaração do diretor da Agência Internacional para a Energia", começou por responder.

Consciente do facto de o turismo em Portugal "ser tão dependente da aviação", o ministro considerou que esta "é uma informação relevante" e que o Governo "está a analisar o que é que podem ser medidas adequadas que possam ter eficácia" sendo lançadas pelo executivo português, havendo "um campo de discussão a um nível europeu".

"Eu prefiro, e acho que é mais adequado e mais sério que os portugueses, não especular, falar-lhes de medidas que foram tomadas e que estão decididas, quando elas forem tomadas e decididas", enfatizou.

Sobre estas e outras medidas para responder aos aumentos do custo de vida gerados pela guerra no Irão, Leitão Amaro disse que o Governo "está permanentemente a avaliar".

"Todas as semanas tomamos medidas e todas as semanas estamos a fazer aquilo, aliás, que as boas práticas internacionais mandam, que é ir ajustando as medidas e dirigindo as medidas aos fenómenos que podem ter mais impacto e as próprias medidas serem medidas que têm um impacto positivo para os cidadãos, seja porque o impacto é diretamente no custo que suportam, seja o impacto é indireto porque impactam nas empresas que lhes fornecem alimentos, combustíveis, quaisquer outro tipo de bens", acrescentou.

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