Novo comando terá como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.
O Governo criou o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), uma estrutura de coordenação para reduzir o risco de incêndio rural antes do verão num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades.
O CIPO vai ser apresentado na quarta-feira em Leiria, local onde será instalado um centro de comando avançado da proteção civil que servirá de sede a esta estrutura, disseram à Lusa várias fontes do setor.
O novo comando terá como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.
A redução do risco de incêndio antes do verão é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.
Na apresentação do CIPO em Leiria vão estar autarcas, Forças Armadas, estruturas da proteção civil, bombeiros, sapadores e empresas do setor florestal.
"Como parte da estratégia do Governo para a prevenção de fogos florestais foi criada uma estrutura interministerial de coordenação com diferentes entidades e atores relevantes - o Comando Integrado de Prevenção e Operações", lê-se na convocatória para a reunião de quarta-feira enviado às várias entidades.
Nesta convocatória é referido que o CIPO tem como finalidade o "reforço da capacidade de planeamento, antecipação, intervenção e controlo do risco, com meios no terreno e coordenação permanente".
O convite, enviado pelo Ministério da Administração Interna, indica que o país atravessa "tempos muito exigentes no plano da proteção do território e da segurança das populações", tendo as tempestades recentes deixado "uma acumulação massiva e altamente perigosa de material combustível numa vasta área do país" que agrava o risco de incêndio.
O MAI sublinha que o país se encontra "perante um cenário que exige preparação, coordenação e capacidade de execução" e considera que se está perante uma situação extraordinária que exige "respostas extraordinárias".
Fazem parte do CIPO a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), na coordenação operacional, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), na orientação técnica e gestão florestal, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), na monitorização e avaliação, a GNR, na fiscalização, as Forças Armadas, através do apoio operacional e logísticos, e um oficial de ligação nomeado pela Liga dos Bombeiros portugueses.
Esta nova estrutura vai funcionar em articulação permanente com as autarquias, bombeiros, sapadores florestais e entidades locais.
Na apresentação do CIPO vão estar presentes, segundo a convocatória, os ministros da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar e entidades que integram a estrutura, designadamente a ANEPC, ICNF, AGIF, GNR e Estado-Maior General das Forças Armadas.
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