Candidato falava aos jornalistas à margem de uma ação de campanha nas ruas de Beja, o 16.º distrito que percorreu nas últimas semanas enquanto candidato presidencial.
O candidato presidencial Humberto Correia defendeu esta quinta-feira que, caso seja eleito, vai solicitar ao Governo a construção de "100 mil habitações sociais por ano" destinadas aos jovens, mães solteiras, vítimas de violência doméstica e pensionistas.
"O Estado tem de construir habitação social [e] se eu for eleito o Governo, seja qual for a sua cor política, terá de construir 100 mil habitações sociais por ano. A Áustria tem 40 por cento de habitação social e Portugal tem dois por cento", precisou o candidato.
Humberto Correia falava aos jornalistas à margem de uma ação de campanha nas ruas de Beja, o 16.º distrito que percorreu nas últimas semanas enquanto candidato presidencial.
O também pintor, que trabalhou 15 anos na construção civil, explicou que estas habitações sociais destinar-se-iam aos jovens, mães solteiras e vítimas de violência doméstica, salientando, também, que independentemente de qual for a sua condição estas pessoas têm que trabalhar.
"Quando o jovem atinge os 18 anos automaticamente tem direito a uma habitação de 30 metros quadrados com um aluguer de 90 euros por mês. Depois as mães solteiras que têm muitas dificuldades [e] que têm que ser favorecidas, as mulheres que sofrem de violência doméstica [e] os idosos que têm pensões muito baixas em ralação ao preço da habitação", disse.
Questionado quanto à possibilidade de ser eleito e, consequentemente, solicitar ao Governo a execução desta proposta, Humberto Correia afirmou que "o presidente tem o que se chama a magistratura de influência e a comunicação social" e serão esses "os dois pilares" que permitirão fazer pressão para que esta se realize.
"Por exemplo, vai haver uma verba que vai ser atribuída para comprar armas. É um erro. Os portugueses não precisam de guerras, já contamos com as nossas e nas últimas ninguém nos ajudou. Pelo contrário, essa verba deve ser destinada à habitação social, [porque] são 5,8 mil milhões de euros", alude.
Referindo de seguida que "com essa verba podíamos resolver muita coisa e construir muita habitação social".
Para especificar como a medida entraria em vigor, o candidato presidencial revelou que as habitações com 30 metros quadrados teriam um preço de arrendamento de 90 euros, seguindo-se 50 metros quadrados a 150 euros e 80 metros quadrados a 240 euros.
"Eu funciono ao metro quadrado porque estive na construção civil durante muitos anos [e] tenho noção das coisas. São esses os preços em relação àquilo que as pessoas ganham", referiu.
Envergando um traje semelhante ao de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, o candidato assumiu-se "republicano" e que "não podemos voltar atrás", mas que a sua indumentária serve para "dar impacto".
"Se eu viesse para aqui como os outros [candidatos] de fato e gravata não dava impacto. Assim, destaco-me dos outros", justificou.
Outra das questões que o diferenciam, segundo o próprio, dos seus adversários à Presidência da República é o facto de estar a utilizar apenas transportes públicos na sua campanha eleitoral.
"Comecei em Guimarães, na cidade Berço. Este é o 16.º distrito, só me falta Setúbal e depois Portalegre. Em Beja venho fazer aquilo que fiz nos outros distritos, [ou seja] andar assim vestido, abordar as pessoas com o meu cartão [e passar a mensagem de] aproximação com as pessoas e com o povo português", disse, confirmando a seguir que distribui cerca de 250 cartões por ação de campanha.
Questionado quanto à sua perceção quanto à qualidade dos acessos, nomeadamente rodoviários e ferroviários, Humberto Correia admitiu ter ficado "surpreso" por Portugal estar "muito bem serviço" a esse nível, admitindo apenas que as linhas férreas pudessem "melhorar um pouco".
Humberto Correia é um dos 11 candidatos às eleições presidenciais do próximo dia 18, assim como Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.