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Mariana Leitão falava aos jornalistas no final de uma visita à Feira do Livro de Lisboa.
A líder da IL acusou esta quinta-feira o Chega de não ser um partido sério porque defendia a urgência da revisão constitucional mas concordou em adiar esse debate, remetendo a proposta do seu partido para o final do ano.
Mariana Leitão falava aos jornalistas no final de uma visita à Feira do Livro de Lisboa, na qual algumas obras, entre as quais uma sobre a Constituição, e comentou o acordo entre PSD e Chega para suspender o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional até 30 de dezembro, considerando que "há várias dúvidas da constitucionalidade dessa manobra".
A presidente da IL defendeu que o Chega "não é um partido sério, nem pode ser considerado um partido sério, quando há um mês diz que a coisa mais urgente no país é fazer uma revisão constitucional, apresenta um projeto sabendo perfeitamente que nem o PSD nem o PS iriam estar disponíveis para entrar nessas alterações e na revisão da Constituição, sabendo que o projeto estava morto à partida" e "agora, porque entretanto conversou com o PSD, já não tem problema nenhum em adiar, de uma forma que nem se percebe bem", criticou.
"Então e a urgência? Era urgente ou não era urgente? Parece que andamos aqui um bocadinho a brincar com os portugueses e com a paciência dos portugueses e não podemos, lá está, ter um discurso à segunda-feira e na segunda-feira seguinte ter o discurso contrário. Isso não faz sentido nenhum e infelizmente é isso que temos assistido sistematicamente em várias matérias do partido Chega que quer ser um partido credível, mas com estas coisas não consegue certamente", afirmou.
Mariana Leitão indicou que a proposta que a IL tinha anunciado será também apresentada no final do ano, "quando houver condições" para "um trabalho sério, concreto e com consequência".
"Neste momento não há nenhum processo a decorrer e é óbvio que nós queremos fazer uma coisa séria, queremos garantir que a Constituição de facto é alterada", sustentou, recusando "andar a fazer números, a anunciar coisas para depois ficarem perdidas no tempo, muito menos nos moldes em que isto tudo está a ser feito".
Na ocasião, a presidente da IL foi questionada também sobre a eleição de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, o que classificou como "uma boa notícia".
"Foi um bom esforço diplomático, mas eu estou bastante mais preocupada com outras questões que se passam no nosso país. Lá fora conseguimos ir ganhando e tendo algumas vitórias, mas depois cá dentro continuamos presos a um modelo que não funciona e ainda agora tivemos a OCDE a rever em baixa o crescimento económico novamente. E portanto nós devíamos mesmo também garantir que estamos a torcer e a trabalhar para conseguir as vitórias cá dentro, as vitórias que os portugueses precisam para melhorar as suas vidas", defendeu.
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